Hoje completo 48 anos de idade. Uau! Já escrevi aqui sobre outros aniversários, e sempre é uma sensação tão bacana, mas também impactante. O tempo que passa é algo que a gente realmente não compreende bem. Quase 50 anos. Isso realmente é qualquer coisa. É bem difícil ter essa imagem de mim mesmo. Com assim eu não tenho 16 anos? Sério que passou todo esse tempo? É um privilégio estar vivo e com saúde, podendo celebrar esse dia. Feliz aniversário para mim! Que venham muitos outros para eu poder falar aqui.
(considerações sobre arte, cinema, música, sociologia e outras coisas mais...)
sábado, 25 de abril de 2026
domingo, 19 de abril de 2026
48 anos e aprendendo
Na semana que vem farei 48 anos. Que felicidade.
Numa sociedade etarista, aproximar-se dos 50 anos é uma prova de resiliência. Sobretudo para as mulheres. Mas para mim, homem, cis, gay... não é tampouco a coisa mais fácil. Mas é uma prova de sucesso. Só não completa essa idade quem não vive o suficiente. Para ser muito sincero, em termos de questões relacionadas à idade, tive problemas aos 46 anos. Não me pergunte por quê. "Só sei que foi assim", diria Chicó. Tive tantos problemas, sobretudo de saúde. Problemas que me obrigaram a mudar muitas coisas na vida: fazer análise, levar os exercícios físicos a sério, cuidar mais da saúde em geral. Então, fazer 48 anos vai ser muito legal. Será no dia 25 de abril. Logo ali. Na semana passada fui ao show do Roxette em São Paulo. Um Roxette sem Marie, mas mesmo assim foi muito legal. Um momento feliz. Dancei, cantei, lembrei de quem sou. Sou isso aqui. 48 anos, mas me vejo com todas as idades que já tive. Com todas as alegrias que já tive. Com todas as tristezas. Com todas as ansiedades. E sigo empolgado pelo que ainda tenho por viver. Tanta coisa pra sentir! Mês que vem viajo para a França, a trabalho, como tantas vezes já fiz. Que gostoso que é. Que privilégio que é. Logo chega, pelo Correio, meu LP do Roxette, Baladas en Español, versão comemorativa de 30 anos (!). As letras traduzidas não são lá essas coisas, mas Marie canta como se cada verso fosse uma declaração de amor. Lembro, nos idos 1996, o frisson que foi esse lançamento em CD! Ouvir Marie falando palavras como "amor", tão próximo do som que seria em português, foi uma felicidade. E agora vou escutar em vinil essa preciosidade. Será meu auto presente de aniversário. Enfim, 48 anos, e sinto que ainda estou aprendendo tudo.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
2026 começou.
Desde agosto do ano passado não escrevia aqui. Muito trabalho, gostaria de conseguir fazer outras coisas como praticar violão, desenhar, pintar, aumentar as aulas na academia, escrever no blog, mas o fato é que a rotina vai acontecendo e nem sempre a gente faz tudo que pode ser legal e prazeroso. Pensei até em fazer um podcast, isso ainda não sumiu do horizonte, mas também não sei se vai rolar. Gosto do blog, tenho esse espaço há muitos anos. Muitos, mesmo, desde a era de ouro dos blogs. Mas o fato é que ninguém lê. Sobre o trabalho, também espero que em 2026 ele seja mais legal, que eu consiga produzir mais, sem necessariamente ser aquela pressão que nós, professores universitários, sofremos cotidianamente para publicarmos. Adoro escrever, adoro pesquisar, mas quando isso se torna uma obrigação quase quantitativa, daí fica menos divertido. Mas, depois de alguns anos, desde que fiz minha livre docência, só agora parece que tenho sentido aquela coceirinha boa, de começar uma nova pesquisa, ler coisas diferentes, ver outros filmes (minhas pesquisas em geral são sobre cinema e sociedade). O ano já tem até viagem de pesquisa/evento agendada, e promete ser bem bacana. Já dá um ânimo. Mas, enfim, hoje é apenas o primeiro dia do ano. Acordei às 8:00h, tomei meu café, e resolvi pegar um livro que adio há anos para ler, Quem Matou Meu Pai, do Édouard Louis. Esse livro ficou na minha mesinha de cabeceira durante todo o ano passado, sem eu nem começar a ler. Claro que li outras coisas, mas terminei o ano com mais livros não finalizados do que o contrário. Também tenho lido coisas de psicanálise, mas isso fica para outro post. O fato é que gostei muito de começar o ano lendo literatura, sem pensar que tem que entrar em algum relatório de pesquisa ou projeto - embora essas ideais sempre surjam, pois faz parte do meu trabalho pensar assim. Mas, mesmo assim, foi uma leitura livre, leve e prazerosa. Eu quero que esse ano tenha esse espírito.
