segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Dias e dias

Estamos em um final de semana prolongado. Segunda-feira, 07 de setembro de 2026. Choveu sábado e domingo e hoje está um frio danado: 08 horas da manhã e 14 graus, o que é bastante frio para a época - logo é primavera. Minha orquídea que está no tronco da palmeira do jardim floriu. É uma alegria, pois é uma orquídea Olho-de-boneca que eu plantei. Mas parece que o calor ainda vai demorar, o que não é ruim, pois ele tende a ser forte esse ano, com o tal do El Niño e tal. Ontem eu acordei com o ouvido tampado, foi muito ruim. Estou indo e vindo com minha sinusite desde maio desse ano. Há umas semanas tenho estado melhor, mas não 100%. Até parei de nadar, que era algo que eu estava gostando (não que atividade física seja minha coisa favorita, mas deixou de ser uma opção, é uma obrigação). Agora estou apenas treinando os músculos e fazendo alguns aeróbicos quando deveria estar nadando. Mas não é a mesma coisa. Porém, não acho que seja uma boa arriscar. Ontem tive essa prova, com meu ouvido tampando do nada, sem aviso prévio nem dor, apenas acordei e ouvia tudo estranho, ecos, amplificações, distorções. A geladeira parecia uma central elétrica, a panela fervendo água parecia estar dentro da minha cabeça. O carro acelerando na esquina parecia estar vindo de outro lado e estar muito perto. Foi assustador. Mas passou. Eu tinha planos de trabalhar o dia todo ontem, mas o que fiz foi dormir. Tomar um vinho. E dormir. Depois do almoço dormi no sofá da sala por cerca de 2 horas. Foi realmente um curativo. Acordei bem melhor e hoje amanheci bem, sem problemas. Ainda sinto que o ouvido poderia estar mais livre, mas nada que atrapalhe o dia. Por sorte eu agendei o otorrino há mais de um mês e será amanhã a consulta. Vou poder tratar tudo como se deve. Mas o fato é que a crise passou. Eu soube lidar com ela e cá estou podendo falar dela no passado. Alê, meu marido, que é psicanalista, disse que eu deve estar numa fase de regressão. Eu concordo e falarei disso na minha própria análise. Assumir essa condição ontem foi importante para aliviar aquele sintoma. Acho fascinante como inventamos sintomas para escapar de determinados enfrentamentos. Como o inconsciente é fascinante. Como somos seres fascinantes. Que complexidade é a a vida. E que bonita ela também é. E que bom que estou com os ouvidos bons: enquanto escrevo isso, ouço o álbum I en tid som vår, da Marie Fredriksson. É um trabalho maravilhoso, dessa cantora sueca que marcou minha vida e segue sendo uma das vozes de conforto para meu coração. Temos dias e dias. É importante saber viver cada um, sabendo que podem ser e serão bons e ruins. 







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