quarta-feira, 21 de maio de 2008

A Tese (getting started) - 1ª postagem

Quando eu fazia um curso de francês há uns anos atrás, havia uma lição, cujo título era (em inglês, curiosamente) "Getting Started". Como o curso tinha toda uma filosofia por detrás, nessa lição discutimos, através de um texto bem divertido, como às vezes demoramos para fazer as coisas que, simplesmente, temos que fazer. Na historinha, um músico rodeava seu piano de maneira sofrida, escorregava pela madeira, arrastava-se no chão, sentava no banquinho, logo levantava, ía fazer outras coisas, e nada de tocar... até que um dia ele, enfim, senta-se lá e faz o que tem que ser feito: toca!
Eu tenho me sentido meio assim com minha tese. Claro que a realização de um trabalho desse tipo é algo processual, ou seja, tenho trabalhado nela desde meu ingresso no doutorado, no ano passado, através de muitas leituras, fichamentos, releituras, papers, pesquisa documental, enfim, tudo aquilo que faz de uma tese uma tese. Só não tinha, de fato, começado a escrever. Tinha medo de começar, não sabia bem por onde. Foi então que ontem eu criei o primeiro arquivo daquilo que deverá resultar da tão esperada tese. Foi muito bom. Foi aí que percebi que já tenho muita coisa pra dizer, ainda que as coisas ainda estejam bem cruas e misturadas na minha cabeça. Mas é preciso sempre começar, para então termos noção do caminho a ser tomado para chegar a determinados resultados.
Eu já passei por isso antes, mas era tudo diferente. No mestrado o tempo era mais curto, e meio que eu escrevia de maneira mais desenfreada. Agora eu quero trabalhar de outra maneira, de forma mais tranqüila, avaliando o peso e necessidade de cada palavra ou frase. Claro, isso é uma meta, acho, de todo pesquisador ou escritor (imagino).
Mas enfim, cá estou. Como diria minha amiga Grá, "pode perguntar, sim, sobre minha tese" - ficarei feliz em falar alguma coisa. Hoje eu te diria que ainda é uma semente, aliás, um brotinho, que está sendo cultivado com muito carinho... e que ainda há de crescer e frutificar! Será confortante dividir com vocês as alegrias e agruras de todo esse processo!! Aguardem, portanto, os próximos capítulos...
Agora vou é dormir. Boa noite.



sábado, 17 de maio de 2008

Looking for the inspiration

Tenho escrito pouco por aqui, mas na verdade acho que estou numa fase mais de ler do que de escrever. Como vocês sabem, eu faço doutorado, e cada vez mais tenho me ocupado com ele. Talvez por isso a minha freqüência por aqui tenha diminuído. Por outro lado, não me toma tanto tempo assim escrever essas postagens; algumas delas surgem, não raro, na própria faculdade, em algum momento de "descanso" (as aspas são para ironizar o fato de que, mesmo descansando, eu permaneço usando o computador!).
Fora isso, eu não escrevo, de modo algum, sem alguma inspiração. Eu não sento diante do computador e falo: "vamos ver sobre o que vou escrever" - isso não acontece. Aliás, nem na minha pesquisa de doutorado. Eu não funciono assim, geralmente o texto começa a existir, de alguma maneira, na minha cabeça. Claro que, depois que eu começo (como agora, que eu pretendia escrever um parágrafo) a coisa ganha vida própria. Uma amiga me disse certa vez que ela não escrevia, "psicografava" - adorei essa explicação, eu sinto a mesma coisa. Por isso eu prezo tanto esse espaço, é onde posso escrever de forma mais livre. E liberdade, convenhamos, é tudo.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Medos da Infância

Ainda hoje estava pensando nos meus medos de infância. Aqueles que realmente deixam de existir quando a gente cresce (porque tem uns que ficam, como, por exemplo, o medo que eu tinha, tenho e terei de lugares altos e sem proteção). Lembrei desses:
1. Medo de dormir no total escuro: esse eu tive até uns 10 anos de idade. Eu não tinha medo de que algo fosse aparecer no escuro (pensando bem, nem poderia, já que tudo precisa de luz para aparecer... bem, talvez os fantasmas não, mas deixa pra lá); eu tinha medo da sensação de não estar vendo nada, de abrir e fechar os olhos e não ver nada além daquele escuro todo.
2. Medo de passar em cima de bueiros ou coisas do tipo, como aquelas grades que tem em algumas calçadas: eu não tinha a menor dúvida de que aquilo ia despencar – sempre evitei passar em cima daqueles troços. Hoje passo numa boa, ainda que eu esteja maior e mais pesado.
3. Medo de locais amplos onde circulam veículos, com asfalto no chão por todos os lados: eu achava errado passar em um lugar assim, era muito inseguro! Quem podia me garantir que não aparecia um ônibus e passaria por cima de mim, afinal, asfalto é lugar de automóvel, não de pedestre. Mas o fato de ter esse receio não me impedia de atravessar um estacionamento... na verdade, ninguém nunca soube desse meu medo (trata-se, aqui, de uma revelação bombástica e totalmente inédita).
4. Medo de pisar em poças d’água: acreditem, racionalmente eu sabia que não havia perigo algum, mas o reflexo do céu na água das poças, depois da chuva, dava-me a impressão de um abismo infinito. Eu sempre desviava das poças, até que um dia, cansado dessa idiotice, pulei com tudo e vi, naturalmente, que não se tratava de nenhum abismo.
Enfim, são desses quatro que eu me lembro mais. E eu não contava a ninguém essas coisas, até por saber que eram tolices... mas nessas situações eu sempre sofria, sem dúvida. E você, lembra de algum medo terrível da sua infância? Conta pra gente! Só não vale falar do Bicho-Papão ou da Boneca da Xuxa... muito clichê.

Abraços!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Mais uma sobre o [breve e inevitável] fim do mundo

Pessoal, li isso aqui no blog da minha querida amiga, escritora e socióloga Cris Traskine e não posso deixar de recomendar. É uma coisa realmente maluca que alguns cientistas em Genebra estão tentando fazer, uma espécie de simulação do Big-Bang (aquela explosão incial que deu origem ao Universo, bla-bla-bla e tal... para maiores detalhes, pergunte ao Google). Dêem uma olhada:

http://shesohigh.blogspot.com/2008/04/the end...

Depois comentem. Se é que isso dá pra comentar!

Abraços e até breve (ou não).



Edvard Munch: O Grito (detalhe), 1893.