(considerações sobre arte, cinema, música, sociologia e outras coisas mais...)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Passado, presente e futuro
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Fim de 2010
Acho que farei algo assim na primeira semana do ano que vem - daí fica sendo, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre 2010 e um texto inaugural para 2011... Por hora, deixo aqui meus sinceros votos de um ano cheio de coisas boas, de projetos, de realizações, e tudo aquilo que a gente sempre deseja quando quer desejar algo de bom nessa época...
A gente se vê ano que vem.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
E chegou o natal.
Eu não sou religioso, mas eu adoro o natal. Acho que a festa extrapola tanto sua origem cristã quanto a insanidade comercial que se tornou – é tudo isso, mas também é mais. Acredito que os corações amolecem, que as memórias fervilham, que ficamos tristes mas, muitas vezes, lembramos de coisas que nos fazem rir e suspirar. Lembramos daqueles que, na verdade, nunca esquecemos, mas de uma forma mais terna. Eu, pelo menos, sou assim.
Nesse ano o natal será muito especial pra mim. Será a um só tempo alegre e triste (e não é sempre assim?), porque estou longe do meu país, de muitas pessoas que gosto (familiares e amigos) e dos meus gatos... Porém, por aqui o natal também acontece, é, e tem até neve, o que deixa minha “criança interior” repleta de alegria. E, além de não estar só, mas com uma pessoa muito especial, conheci pessoas legais, e passarei a noite de natal na casa de uma delas. A vida é assim, sempre surgem novas possibilidades, desde que se esteja receptivo a elas. E esse é o meu natal 2010, que ficará para sempre na minha lembrança. Não apenas porque tenho boa memória, mas em parte por conta deste espaço, um registro pessoal a céu aberto, certamente refletido e filtrado, mas jamais desprovido de honestidade.
Bem, eu comecei o post para desejar um feliz natal, acabei, como de costume, falando demais... é assim que sou.
De todo modo, desejo a você que pacientemente leu esse texto, um natal incrível, o melhor que você já teve.
Plein de bisous,
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pessoas
Hoje foi a festa de confraterznização do Cérise, associação comunitária da região de Paris onde moro e onde uma vez por semana participo de reuniões de conversação em francês. Nesse lugar, onde há as mais diversas atividades e cursos a preços módicos, existe esse curso de conversação para estrangeiros, que é gratuíto. Lá eu e o Alê conhecemos muita gente interessante, de vários lugares do mundo, e todos, claro, temos que conversar em francês. A experiência é incrível. Em nossa turma há alguns turcos, uma inglesa, uma escocesa e uma japonesa. As professoras, claro, são francesas e pessoas extremamente amáveis.
Hoje, na festa de confraternização, todos os níveis de curso se reuníram, e as pessoas levaram comidas de seus respectivos países, tudo muito gostoso e interessante. De todo modo, fiquei mais próximo da minha turma, e foi muito legal pois, regada a vinho bom e comidas gostosas, qualquer conversa(ção) fica mais interessante e desinibida. É realmente interessante saber coisas sobre o modo de vida de outros povos, suas comidas, bebidas, sentimentos, e, da mesma forma, explicar nossas idiossincrasias para essas pessoas. E, com isso, o francês vai se tornando cada vez mais presente na vida.
Antes de vir para Paris eu tinha feito um curso de um ano, o que era suficiente para ler textos acadêmicos. Eu imaginava que esse francês seria suficiente para chegar aqui, e que em pouco tempo eu estaria "craque". Doce ilusão. Chegar aqui foi a constatação de que eu não sabia nada, e que conversar sobre o troco no supermercado seria tarefa inexequível. Tive então a certeza de que eu não iria aprender nada, e deveria me contentar com minhas leituras na biblioteca que, de todo modo, eram a única coisa importante para a realização das minhas pesquisas de doutorado. Mas depois de entrar nesse grupo de conversação as coisas melhoram muito, e de pouco em pouco meu ouvido foi se acostumando com as conversas, e minha timidez diminuiu, a ponto de eu poder dizer, agora, "não entendi, dá pra repetir mais devagar?".
A lingua é uma ferramenta, útil, importante, e necessária não apenas para ler bons livros em outro idioma, mas para interagir com outras pessoas. Uma coisa ajuda a outra, e assim vai...
O mais legal é isso, fazer amizades, e conhecer outras realidades. Só posso falar por mim, mas mesmo tendo vindo acompanhado para um país estrangeiro, a vida pode ser muito difícil, por mais que se trate de uma cidade cosmopolita. O que faz a diferença é a interação com o mundo, com as pessoas. Partilhar experiências enriquece a mente e fortalece as emoções. Ser estrangeiro nunca é fácil, mas quando se compartilha as próprias experiências, tudo fica muito mais fácil e divertido. Afinal, o melhor do mundo são as pessoas.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O outro lado da neve
As calçadas e as ruas ficam cobertas por essa neve, que vai derretendo e se transforma em um tipo de lama, meio fofa, meio rígida, com pequenas poças d'água. O resultado é um chão liso e perigoso de se caminhar. Os carros circulam com cautela, pois há riscos de acidente. O metrô no final da tarde estava um caos, trens lotados e atrasados, e os ônibus pararam de circular, por conta das ruas escorradias. Não entendo como isso pode acontecer em uma cidade como Paris. Como eles não prevêem situações como essa? Enfim, a neve promoveu certo caos, em parte porque aqui não é comum nevar no inverno, e em parte porque o inverno sequer começou. Acho que isso deve ser menos problemático no Alasca ou na Suécia, onde a neve é, todo ano, uma realidade esperada e conhecida.
E eu? Nem ligo, continuo achando lindo, e torcendo para que neve no natal. Let it snow!