Ontem comecei a ler O homem e o mundo natural, de Keith Thomas. Um dos pontos do livro é a relação entre humanos e animais ao longo da história, tocando em pontos com o direito de nos valermos de animais como alimento. Ontem, curiosamente, assisti um episódio de South Park em que o assunto era a vitela, e os garotos sequestravam bezerros para que não se tornassem comida. Depois disso, assisti àquele filme nacional chamado O homem do ano, no qual uma das cenas mais emblemáticas era o "assassinato" do porquinho de estimação do protagonista, que foi transformado em seu banquete de aniversário. Pode ser só coincidência, mas que coisa mais estranha... Não sou vegetariano, ontem e hoje comi carne. Mas faz tempo que penso no assunto. Eu hein.
(considerações sobre arte, cinema, música, sociologia e outras coisas mais...)
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Sobre o trabalho
Nada como uma boa porção de trabalho para fazer a gente se animar, né? Claro, tem que ser um trabalho que satisfaça, e não um simples emprego. Nem vou aqui entrar no mérito da discussão sobre a diferença entre o "trabalho", aquele que realiza o homem enquanto um ser social (lembrando aqui o bom e velho Marx), e o "labor", aquela atividade realizada única e exclusivamente para a sobrevivência (indico aqui, para os interessados, o excelente trabalho de Hannah Arendt sobre isso, chamado A condição humana). De todo modo, o trabalho que eu faço (pesquisa, escrita, ensino) é o que gosto. Nem sempre me remunera como eu acho que deveria, nem sempre ele surge quando eu acho que deveria, nem sempre eu o realizo com tanta alegria, pois todos somos seres humanos, e isso implica alterações de humor e coisas assim, que interferem diretamente no sentido que damos para as coisas. O que quero dizer é 2014 aparece já com algumas coisas interessantes, e me vejo com um bocado de tarefas para realizar até meados de fevereiro, e muitas outras para encerrar até o começo de junho. Fabuloso. No entanto, por vezes eu gostaria que o dia tivesse algumas horas a mais. Mas sei que essas horas extras não seriam suficientes. Um grande problema é o trabalho intelectual muitas vezes, pode se dizer até que sempre, exige uma boa dose de criatividade e imaginação (já que esse post nasceu meio metido e citando autores, fica aqui a dica do A imaginação sociológica, de Wright Mills), mas não tem como se fabricar criatividade. É por isso que eu tento me cobrar menos quando sei que o nível de criatividade está em baixa. Agora sinto que estou numa fase de maior fertilidade nesse sentido, tanto que cá estou postando no blog, com tanto trabalho "serio" que tenho para realizar. Lembro muito bem que a fase mais produtiva deste blog aconteceu num momento em que eu trabalhava freneticamente na tese de doutorado. Sendo aquela uma das fases criativas, escrever no blog ajudou a organizar as ideias e a praticar a escrita, que precisa ser cultivada com uma planta, ou murcha.
Assim sendo, deixa eu salvar isso aqui e cair de cabeça nas várias leituras que tenho que terminar até sexta-feira.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
2014
Esse ano promete ser um ano corrido. E isso não me deixa triste. Nada pior do que não ter o que fazer. Claro que eu gostaria de poder fazer as coisas com mais tranquilidade, mas esse tipo de situação não existe. De todo modo, esse ano parece que vai ser interessante. Vamos acompanhar... Enfim, esse post nasceu com o simples objetivo de inaugurar 2014 por aqui. Tá feito.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
O último dia do ano
E lá se foi 2013. Belo ano. Fazia muito tempo que eu não encerrava um ano pensando: "já vai tarde!". Eu gostei de 2013, e ele gostou de mim. Os anos anteriores foram, de vários modos, mais complicados, mas esse tratou de ser mais gentil. Não vou dizer que foi um paraíso, pois esse negócio de paraíso não existe. Mas aconteceram coisas boas que deram um bom fôlego para os próximos anos. Considero que esse ano foi o encerramento de um ciclo e o começo de outro. Não sei muito bem o que esperar do ano que vem, que começa amanhã, mas sei bem o que não esperar. E isso em si já é algo positivo.
Por outro lado, é curioso como o final de ano já não me empolga como antes - devo estar mesmo velho. Acho que a gente fica afobado nessa época quando a ansiedade está muito elevada, e eu realmente não me sinto ansioso. Gosto da ideia de ver os amigos e familiares nesses momentos, acho que é o que vale. Sem grandes afobações. Também não tenho grandes planos para 2014 (exceto os de sempre, como tirar carteira de habilitação para dirigir...), mas há coisas que preciso encerrar e outras que devo começar... sem expectativas enormes, mas sem nenhum pessimismo.
Escrevo escutando um dos meus CDs favoritos, o Dança das Rosas, de Consuelo de Paula, cantora e amiga querida. É pura poesia, de uma simplicidade que nos diz: tudo vai ficar bem, bem e suave. Pra que mais?
Assim, o que eu desejo para você que lê isso é uma vida tranquila, sem sobressaltos, e com a suavidade de uma dança de rosas.
Um tranquilo 2014 para você.
A.
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domingo, 8 de dezembro de 2013
Projetos, realizações, finalizações e tudo mais
Escrever neste blog, como expliquei desde o começo (2007?) nasceu de uma necessidade e, mais do que tudo, de um prazer, o simples prazer de escrever. Por essa razão, pode haver meses sem um post ou vários posts em um mesmo dia. Pensei até em fechar o blog, mas com que finalidade? É bom saber que tenho um lugar para escrever publicamente quando me der na telha. E cá estou, no final do ano, momento bem clichê para um retorno, vamos combinar. Às vezes um bom clichê faz bem.
Esse ano foi um ano bem melhor do 2012. Não tenho saudades de nada daquele ano, e por isso nem vou dar mais espaço para esse período tenebroso. O ano de 2013, por sua vez, nasceu cheio de boas possibilidades e até que não foi ruim. Na verdade, até algumas coisas realmente maravilhosas acontecerem (como meu casamento), entre outras que não vou enumerar aqui, mas que fizerem deste ano um momento bem legal. Claro que nem tudo foram flores, mas garanto que ficaram muitos frutos e algumas sementes para o ano de que vem. Tenho boas expectativas com 2014. Parece que há coisas legais que podem acontecer, projetos, finalizações, novos começos... Vamos ver.
Agora estou aqui, escrevendo este post ouvindo minha cantora favorita, Marie Fredriksson, que poderia ter encerrado sua carreira (e sua vida) em 2003, mas está aqui, com sua linda voz, embalando a minha escrita. A vida tem essas coisas. Também vejo minha gatinha Capitu sentada na janela, olhando o movimento da rua. Mais tarde iremos almoçar na casa de uma amiga. Coisas boas de domingo. Coisas simples e boas da vida.
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Trilha sonora: Marie Fredriksson, álbum Nu!, 2013.
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