quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Daqui pro futuro... Pato Fu!

Uma banda que gosto muito está com CD novo. Trata-se de Daqui pro futuro, do Pato Fu. Sempre gostei do modo como eles combinam um pop-rock de primeira com sons eletrônicos, resultando em coisas muito originais. Mas hoje quero falar um pouquinho do novo trabalho, que ainda não tenho e ouvi apenas uma vez na rádio do UOL. Desde o trabalho anterior, o Pato Fu tornou-se uma banda independente (no caso, a maior do Brasil) e isso só deve trazer bons resultados. Admito que CD anterior, Toda cura para todo mal, não me animou muito (por enquanto), exceto pela música Amendoim*, que é ótima. Mas gostei mais do novo disco. O mais interessante é que eles resolveram lançá-lo primeiro na internet, onde cada música sai por R$ 0,99, que é realmente barato - o CD todo sai por R$ 11,88. Nas lojas, onde já está sendo comercializado, não deve estar muito mais caro que R$ 20,00. Todos os artistas deveriam fazer isso... Sobre o disco em si, pretendo escrever oportunamente e com mais calma, comentando todas as faixas. Mas, como primeira impressão, posso adiantar que gostei das faixas 30.000 pés, A hora da estrela e Vagalume. Enfim, a banda mineira mostra-se madura, com um som de qualidade, e certamente é uma das melhores coisas do rock brasileiro. Vale a pena conferir!
A capa traz a imagem de uma geringonça mecânica que, enquanto toca um disco de vinil, solta borboletas pelos alto-falantes - uma boa metáfora para o som do Pato Fu.


* Adendo (07.02.2008): A música Agridoce, do CD Toda cura para todo mal também é ótima, talvez uma das melhores da banda.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sociologia, amigos e uma peteca

A vida é mesmo uma correria - quanto a isso não há dúvidas. A minha, nesses últimos tempos, não tem fugido à regra, e o tempo parece sempre mais e mais curto (e tenho plena convicção de que na cidade de São Paulo o tempo passa muito mais rápido). Quando vejo, estou imerso em uma rotina de dormir, acordar, tomar café, lidar com os afazeres domésticos, ir pra faculdade, assistir aula, ir à biblioteca, procurar livros, ler os livros, anotar tudo o que me interessa sobre os livros, sair da faculdade, ir pra casa, e mais afazeres domésticos, e tentar dormir pra, no outro dia, fazer tudo de novo... e isso é bom. Afinal, como bom taurino, gosto de rotinas que promovam alguma estabilidade no cotidiano (não que eu acredite em astrologia, longe disso, até porque os taurinos, conhecidos por seu materialismo, não dão bola pra esse tipo de superstição); mas, sem me dar conta, ao me envolver tanto com essas rotinas, especialmente na atmosfera da metrópole, por vezes esqueço de separar um tempinho para coisas simples como visitar ou receber amigos ou viajar para ver os familiares, por exemplo. E quando faço isso, me sinto imensamente bem, e recarrego as baterias para voltar à minha doce rotina.
Nesse último fim de semana estive no interior e foi uma maravilha. Revi meus familiares, fiz novos amigos, e até joguei peteca na casa de uma prima (detalhe: o mais novo na "roda" tinha 14 anos e o mais velho, 35! - eu tenho 29, caso alguém esteja curioso a esse respeito), e foi sensacional! Estava um calor horroroso, e no meio do jogo começou a chover, o que teve cara de celebração... foi muito legal. Outras coisas legais aconteceram, estive com muitas pessoas que amo, e isso é o melhor de tudo (sinto apenas não ter conseguido visitar todos os amigos queridos, mas um final de semana realmente é pouco). Fizemos ainda muitas outras coisas, apesar dos dias quentes que deixavam a gente passando mal de verdade, mas a chuva veio em boa hora e lavou nosso mal-estar! Encerramos o dia na casa da minha irmã jogando "Master", e fomos dormir. Foi tudo muito lúdico e meio mágico, talvez porque tenha sido tudo muito simples.
Hoje estou voltando às rotinas de sempre, já li até um texto interessante do sociólogo Pierre Bourdieu, que de simples não tem nada. Mas isso faz parte do "jogo"- um jogo que eu gosto: o do saber. Mas, com certeza, esse jogo é apenas uma parte da minha vida. O que eu pretendo sempre lembrar é que entre um livro e outro, há sempre um tempinho para um jogo de peteca entre amigos. Carpe Diem!

domingo, 30 de setembro de 2007

“A caminho de Avencas” (por Alexandro Paixão)

Há dois caminhos que levam a Avencas:
Um é a estrada Marília-Assis
e o outro é a poesia.

Se escolher o caminho do asfalto,
verás com os olhos de sempre:
mato, terra, pedras, casas,
olaria, a serra, e aos poucos,
logo depois da curva, mais terra,
mato, algumas casas, rostos estranhos curiosos,
homens vermelhos, chapéus, máquinas etc.

É o caminho comum, habitual, sem beleza;
mas existe um outro:
feito de vento, de céu, de pássaros, de bois;
seu perfume é peculiar e sua música se mistura
em tons de púrpura e azul ao fim da tarde.

Seu movimento é lento,
assim como as árvores que refrescam a estrada.

Por ele pode-se seguir pela terra,
pelo ar, pelos morros, pelo rio, pelo tempo.

Todos estes caminhos levam a Avencas.



(pediram-me este texto em um momento de fraqueza; digo isso porque aceitei a idéia maluca de deixá-lo publicar no blog. Perdoem-me os verdadeiros escritores, os líricos, os prosadores etc, mas foi em um momento de extrema alegria, quando voltei a visitar o distrito de Avencas, no município de Marília – que se preferirem pode ser a “Marília de Dirceu", de Tomás Antonio Gonzaga -, que resolvi escrever estas linhas, que não são poesia, mas emoção transformada em palavra para homenagear este lugar que ainda me encanta).


* * *

Agradeço a preciosa contribuição de Alexandro Paixão, o sociólogo mais poeta que existe, apesar da modéstia.

Aviso aos navegantes

Olá caro visitante...

Tenho escrito pouco por aqui ultimamente, mas com o doutorado as coisas nem sempre são tranqüilas. E como eu disse uma vez, não adianta eu aparecer aqui para escrever qualquer coisa, pois acaba virando uma obrigação, e não é essa a intenção.
De qualquer maneira, esse é um espaço que eu gosto de ter, pela possibilidade de dividir idéias, gostos, experiências, pontos de vistas, dicas de arte e cultura e tudo mais. Por isso, quando passar por aqui, não esqueça de deixar um comentário na postagem que por acaso venha a ler, isso me deixaria feliz e motivado!

Um grande abraço (virtual, porém muito real!)


sábado, 1 de setembro de 2007

O nome do blog

Watercolours in the rain
(Letra: Per Gessle - Música: Marie Fredriksson)

Going trough the motions.
Ending up nowhere at all.
Can't see the sun on my wall.
Going trough emotions.
Ending up on a frozen morning
with a heart not even broken.

Seems I've been running
all my life all my life.
Seems I've been running
all my life all my life
like watercolours in the rain.

Find a place to settle down.
Get a job in a city nearby
and watch the trains roll on by.
I'll find the falling star.
I'll fall in love
with the eyes of a dreamer
and a dream worth believing.

Seems I've been running
all my life all my life.
Seems I've been running
all my life all my life
like watercolours in the rain.