sexta-feira, 4 de julho de 2008

Domingo no Museu

Eu simplesmente adoro a Pinacoteca do Estado, que fica no bairro da Luz, em São Paulo. Logo na primeira vez que estive nessa terra, por volta de 1999, lembro de ter ido nesse museu e me apaixonado pelo lugar. É um lugar lindo, um prédio antigo, com muitas obras de arte importantíssimas da nossa história. Ao redor do museu há um parque, lindo, verde, com estátuas entre as árvores, e algumas obras neoconcretistas espalhadas pelo jardim, ao lado de banquinhos onde vovôs e netinhos simplesmente podem sentar e tomar um gostoso banho de sol.
Domingo passado estive lá juntos com os queridos Alê e Bel, e foi muito gostoso. Fui especialmente para ver uma exposição de alguns artistas japoneses imigrantes, pena que eram poucas obras, mas muito bonitas, sensíveis. Mas o que mais me surpreendeu foi outra exposição, com obras mais contemporâneas. Eu tenho certa resistência com coisas muito inovadoras, tipo aquelas instalações ultra-over-mega-pós-modernas que têm uma pedra pendurada, envolvida com arames enferrujados e um regador, por exemplo. Mas essa exposição me atraiu, até pelo cuidado com a disposição das obras e o trabalho com a luz. Ficou bonito, expressivo, vivo. O artista criou obras com a junção de pequenos objetos, em geral transístores, chips, fios... e até uns boizinhos de plástico. Criativo e visualmente agradável. Vou colocar umas fotos. Ah, eu não anotei os nomes das peças, falha nossa, mas ao menos vou colocar o nome do artista plástico e da exposição.

* * *

Nome da exposição: Templo do corpo
Artista: Luiz Hermano


Essas peças são bem curiosas, parecem pessoas em casulos!

Aqui está um exemplo da obra vista de longe...

... e agora bem de perto, dá pra ver que são montes de boizinhos de plástico.

A maior parte das obras são feitas de pecinhas como essas, pequenos transístores e microchips.

Aqui os queridos Alê e Bel, que foram meus companheiros no passeio, diante de um temido dragão! O que será que comentavam?

* * *

Agora eu preciso colocar umas fotos tiradas no parque, pois o dia estava muito ensolarado e a grama, verdíssima. Mesmo pra quem não se interessa por arte, uma visita à Pinacoteca vale pelo parque, no qual não é preciso pagar para entrar. Para acessar o museu o preço é R$ 4,00, que é bem barato, e ainda há a possibilidade de pagar meia-entrada. Fica aqui a dica.

Exemplo de uma escultura que fica no jardim do parque. Trata-se de uma obra de Almicar de Castro (Sem título, 2000, aço cortén).


Essas são algumas das esculturas que povoam o parque, às vezes parecem que estão a nos observar... essa acabou virando pouso do passarinho. Repare na cabeça dela.

* * *
Enfim, a Pinacoteca é o meu museu favorito de São Paulo. E eu recomendo mesmo, vale a pena. E é uma oportunidade de visitar o centro da cidade, que está muito bem cuidado. Afinal, nem só de caos sobrevive a capital do Estado. Há também muita beleza por aí, mas há que se ter os olhos abertos. Abra os seus, e curta a cidade!



terça-feira, 1 de julho de 2008

Generalidades

Enfim julho, enfim férias! Bem, não pra mim, infelizmente... tenho um bocado de coisas pra fazer nesse mês, em agosto algumas tarefas têm que estar concluídas e todo tempo é sempre pouco. Mas não reclamo, na verdade eu gosto muito desse modo de vida... da mesma forma que tenho que trabalhar em julho, se eu quiser posso tirar uma semana ou duas de férias em outro mês qualquer. Mas acho que vai dar pra tirar uns dias de folga em meados de julho, mesmo assim... dar um pulo no interior, ver a família, os amigos da banda da lá!

* * *

Acho muito legal quando as pessoas me escrevem falando sobre o blog, seja através de comentários do próprio site ou por e-mail... mas admito que às vezes fico meio envergonhado, especialmente se for ao vivo! Outro dia uma amiga disse que passou pelo blog, e começou comentar comigo algo que leu - daí eu não consegui falar nada, acabei mudando de assunto. Bobagem, mas eu sou tímido nesse sentido. Talvez em outros também.

* * *

Enfim, chegou julho! Alguns de férias, outros trabalhando como nunca... E la nave va! Qualquer que seja o seu caso, que seu mês de julho seja bacana.

Abraço!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

5000!

Caríssimos visitantes,

Hoje o blog contabilizou 5000 visitas, desde que coloquei o contador, em outubro de 2007. Nunca imaginei que esse espaço receberia tantos cliques! É muito bom ver que as coisas que escrevo, ou as imagens que coloco, acabam agradando. Muito obrigado, espero poder manter esse espaço, mesmo com as correrias da vida.

Um grande abraço, obrigado pela companhia! Apareçam sempre.


Autor do blog

quarta-feira, 25 de junho de 2008

(ontem foi) Dia de São João!


Esse ano não fui a nenhuma festa junina... acho que no ano passado também não!
Mas em homenagem a São João, coloco aqui essas bandeirinhas:
Ano passado eu coloquei as do Volpi, mas acho que essas aqui são bonitinhas também, elas ficam mudando de cor!

Acorda, João!


terça-feira, 24 de junho de 2008

O homem da cobra

Quando eu era criança, havia uma expressão para as pessoas que falavam muito: "Aquele lá fala mais que o homem da cobra!". Cresci ouvindo isso sempre, mas nunca entendi o sentido dessa expressão. Até que um dia, quando já era mais grandinho, passando por uma praça da cidade que eu morava, percebi uma grande movimentação ao redor de "algo", então me aproximei... e vi o tal homem da cobra, que ficava no meio de uma roda de pessoas fazendo peripécias com esse réptil enrolado no seu pescoço. E, de fato, ele era bem falante, talvez para convencer as pessoas que o show era bom e que valia a pena dar alguma contribuição financeira, um "couvert artístico", merecido, acho eu. Fiquei feliz por ver aquele ser imaginário da minha infância.
Daí o tempo passou ... ... ...
Domingo passado estava eu, junto com um pessoal, passeando no Shopping Bourbon, em São Paulo... quando percebo um aglomerado de pessoas, a maioria delas crianças, ao redor de alguma atração. Falei pra minha amiga, que estava com sua filha de sete anos: "-Deve ser o homem da cobra". E passamos, mas por curiosidade olhamos pra traz. Pasmem: Era ele mesmo! Naturalmente não o mesmo daquela época, mas outro! E dentro de um shopping center em São Paulo... dá pra acreditar? Achei aquilo incrível por dois motivos: primeiro, por eu ter falado a coisa mais absurda do mundo e ser verdade; segundo, pela situação inusitada que isso representava. Quem imaginaria um homem da cobra em meio aquelas lojas chiques? E mais, as crianças podiam tirar uma foto com a cobra enrolada no pescoço! Sugeri para minha amiga deixar a filha dela tirar uma foto, mas por algum motivo ela achou meio inconveniente... e fomos embora.
Mas esse homem da cobra não era muito falante, acho que terei de pensar em outra expressão para me referir a alguém muito falante de agora em diante. ::