quarta-feira, 11 de março de 2009

Videografia Particular # 4 - Joyride

Certa vez Paul McCartney disse, em uma entrevista, que compor como John Lennon era como estar em uma longa joyride*. Ao ouvir isso, o compositor Per Gessle pensou: "Isso é uma palavra mágica, uma palavra perfeita, tem que virar uma canção!". Algum tempo depois, Åsa Nordin, sua então noiva, dexou um bilhete sobre seu piano com a seguinte frase: "Hello, you fool, I love you". Daí nasceu uma das melodias pop mais deliciosas de todos os tempos, de uma época em que o pop não precisava ser tão sisudo. Bons tempos, aliás... Então, lá vai: Roxette com Joyride, direto do túnel do tempo...



Roxette: Joyride, álbum Joyride, 1991. Letra e música: Per Gessle



* Ao pé da letra, significa "passeio divertido", mas designa uma volta de carro, especificamente quanto este é roubado ou pego sem autorização.

terça-feira, 10 de março de 2009

Os bons modos no cinema

Não, não estou aqui pra falar sobre os bons modos nos filmes (até que daria um trabalho interessante, alguém devia pesquisar isso...), mas sobre o comportamento das pessoas nas salas de cinema.
Não é de hoje que eu passo nervoso numa situação dessas. E não estou falando de um filme que permita esse tipo de coisa (sei lá, algo tipo A pantera cor-de-rosa 2), mas, por exemplo, de O leitor, que fui assistir ontem. No cinema devia ter umas 15 pessoas, no máximo, e mesmo assim havia conversinhas, beijinhos e outros sons estranhos vindo da fileira de trás. Cara, com todo o respeito, futa que fariu! Tanto lugar pra namorar e vai no cinema pra sem empolgar com as cenas de nus do filme? (Aliás, belíssimo filme - parabéns Kate, Oscar merecido). Mas o pior é o cochicho. Tinha um casalzinho que comentava tudo o que acontecia. Gente, o que que é isso? Será que o processo civilizador não chegou até aqui? Tenho dito, ainda falta muito pra atingirmos um nível médio de civilização em alguns locais. Deviam escrever um manual de "Bons modos no espaço público". Fica aqui a sugestão.

domingo, 8 de março de 2009

Homenagem à Kalu

Hoje nossa amiga Kalu foi pra o céu dos gatinhos, depois de fazer companhia durante doze anos à querida amiga Juliana. Não há palavras para descrever a tristeza, e não há consolo para minha amiga. Kalu era uma das gatas mais lindas que já vi, e de uma elegância única.
Estou triste. Muito triste. Sentiremos saudades.
Jú, conte com a gente...

sábado, 7 de março de 2009

Sobre os filmes que amo

Tenho imensa dificuldade de falar ou escrever sobre os filmes de que gosto muito. Dois exemplos são Tudo sobre minha mãe, do Almodóvar, e O fabuloso destino de Amélie Poulin, do Jean-Pierre Jeunet. Esses filmes tocam em locais muito especiais da minha alma, me levando a lugares e sentimentos internos que raramente afloram.
Ambos os filmes tratam da natureza humana, suas fraquezas, seus traumas, o passado... ah, o passado... espaço de alegrias imensas, e imensas tristezas. A diferença entre o Almodóvar e o Jeunet é que, no primeiro caso, a vida não tem nada de onírica, ao passo que em Amélie tudo é vivenciado de maneira suave, muitas vezes lúdica, mas sem que isso oculte a extrema tristeza e frustração de todos aqueles personagens. Em Tudo sobre minha mãe não há esse brilho especial, essa fabulação sensacional de Amélie - ao contrário, lá há um hiperrealismo que mostra as feridas abertas, ao máximo, e donde podemos sentir, junto com os personagens, a dor da cada um. É um filme de doer. E dói.
Mas os filmes terminam de maneira parecida, cada um a seu modo. Em ambos vemos o caminho (ou caminhos) das possibilidades. Há uma luz, a mesma luz que brilha em vários momentos em Amélie (como o homem cego, que queima de felicidade ao ouvir as descrições da rua feita pela protagonista) ou a luz no fim do túnel, no filme de Almodóvar, quando Manuela volta para Barcelona, na busca do pai de Estéban, seu filho morto em um acidente de carro.
Enfim, não quero ficar falando dos filmes. Minhas palavras, coitadas, só iriam macular a beleza dessas duas pérolas do cinema. O negócio é assisitir, uma, duas, dez, cem vezes. Tanto que eu tenho esses dois DVD's em minha estante. Bons filmes são como vitaminas, devemos consumir com frequência. E sem moderação.

domingo, 1 de março de 2009

Dois anos do Blog!


---
O blog foi criado em 27/02/2007.