terça-feira, 7 de setembro de 2010




Novas postagens em breve...



sábado, 24 de julho de 2010

2010, parte 2

Olha eu aqui, só pra lembrar que o blog ainda está ativo. Talvez não muito, mas quem disse que seria diferente? Escrever por obrigação, como já falei, basta na vida profissional, e olha que mesmo assim eu não forço "muito" a barra, viu?
De todo modo, bateu aquela vontadinha de escrever e aqui estou, para dizer que esse ano tem passado rápido demais. Mas isso não é ruim, apesar de assustar um pouco - afinal, bem, preciso dizer que é meu último ano de doutorado, a tese se encaminha para um final, e tenho alguns meses para terminar de escrever - o que inclui ainda pesquisas a serem realizadas nos meses que se seguem - voltarei ao assunto - em outra postagem, provavelmente durante essa etapa da pesquisa. Adianto que vai ser uma etapa muito especial, e por isso farei de tudo para achar um tempinho para regitrar um pouco da experiência aqui.
Ano que vem, bem, ainda está meio longe, mas não paro de pensar nele. Sabe-se lá o que me espera (haverá vida após o doutorado?). Pernas pra que te quero! Apesar do medo de me imaginar ao final de uma estrada que, de fato, começou em 1998 no meu primeiro ano de graduação em Ciências Sociais, há por outro lado a excitação das novas possibilidades... Dar aulas? Começar outra pesquisa? Comprar uma bicicleta? Sei lá!
O que importa agora é adentrar a fase final de minha pesquisa de doutorado, com tudo de legal que ela promete, e ao final apresentar a tal da tese. Mas, até lá, ainda há um bocadinho de água pra passar debaixo da ponte. Que sejam águas calmas!

domingo, 20 de junho de 2010

Rio de Janeiro, outra vez.

Viajar para o Rio de Janeiro sempre é bom. Cidade realmente linda, repleta de lugares históricos importantíssimos e paisagens fantásticas. Dessa vez minha temporada será curta, devo voltar para casa em poucos dias. Às vezes penso que, se morasse aqui, talvez a tese ficasse bem melhor, tanto pelos acervos documentais e artísticos quanto pelas paisagens. Hoje, por exemplo, fui tomar café no Forte de Copacabana, e a vista de lá é indescritível (tirei umas fotos, mas só vou descarregar da máquina quando estiver em casa). A água, perto da margem, é clarinha, e dava para ver o fundo. Por conta disso, foi possível ver uma tartaruga marinha nadando suavemente em meio às ondas que castigavam as pedras. Fantástico.
Alguns dirão que isso é apenas um lado da história, pois a maior parte da cidade não tem nada dessa coisa paradisíaca. Pura verdade. Mas o que na vida tem apenas um lado? Só posso falar do que conheço, e os museus e demais instituições que visito são no centro ou na orla, e ambos os locais são lindos de morrer. Há todos os problemas de uma cidade grande, e os agravantes de uma como o Rio: sistema de transporte público complicado, violência urbana em todos os lugares, pobreza evidente nas ruas, calor de 30º mesmo no inverno, ares-condicionados marcando 19º, comida cara nos restaurantes, atendentes pouco amistosos e por aí vai... Mas a cidade vale a pena, mesmo assim. Sempre penso que moraria aqui numa boa, e não descarto isso para o futuro, dependendo da direção que o vento tomar (leia-se, dependendo do mercado de trabalho para um sociólogo em vias de terminar o doutorado). Vai saber?
Enfim, essa cidade sempre me encantou, desde a primeira vez que aqui estive, em 2003, e espero voltar aqui ainda muitas vezes.

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quase notícias

Olha eu aqui! Faz tanto tempo que não posto nada que quase me esqueci da senha!
Na verdade, como eu mencionei desde o começo, esse blog surgiu por uma necessidade de escrever publicamente coisas que eu achasse interessantes, sem que isso tornasse uma obrigação.
Às vezes penso coisas que talvez resultassem em posts legais, mas geralmnte o Twitter resolve isso em menos de 140 caracteres... É uma concorrência desleal, eu sei, mas resolve um pouco a eventual necessidade de publicar algo "nesse mundo". De todo modo, sempre que atualizo o Twitter aparece no blog, o que faz as coisas não ficarem sempre as mesmas por aqui, em tempos de falta de tempo ou criatividade.
Enfim, o blog está aqui, e fico feliz pelo espaço. É como se foose uma página em branco, sempre disponível, esperando pacientemente minha vontade de escrever.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O ranzinza

É simples: vivemos em sociedade e para que isso não seja um caos total, existem umas regrinhas que precisam ser respeitadas.
Nos parques de São Paulo, por exemplo, há pistas para ciclistas e pistas de caminhada - mas me canso de ter que desviar de bicicletas enquanto caminho. Será que é tão difícil cumprir um acordo simples como esse? E não é por falta de avisos, que estão todos espalhados pelo parque, mas por falta de bom senso das pessoas, mesmo. As pistas de ciclismo do Parque Villa Lobos, por exemplo, são ótimas, não há motivo para querer se embrenhar nos espaços reservados aos pedestres. O que seria para mim um momento de prazer, torna-se um momento de exercitar minha tolerência. Ainda sobre os parques, tem a coisa dos cachorros. Adoro animais, tenho dois gatos, mas não consigo conceber uma pessoa que leva seu "bichinho" de dois metros e dentes afiados passear sem focinheira. Eu chego a gelar quando passo por um daqueles cães ferozes que nem sei o nome da raça, sem nenhuma proteção - às vezes, a pessoa que está com o bicho parece não ser capaz de segurar um poodle se precisar, imagina um animal daquele porte!
A mesma coisa percebo no metrô. Se há uma regra básica que consiste em esperar as pessoas sairem do trem antes de entrar, e ela está escrita logo na porta, por que isso nunca acontece? A mesma coisa serve para as escadas rolantes, em que a esquerda tem que estar sempre livre, mas quase nunca está.
Veja bem, não quero parecer um fascista, eu prezo pela liberdade. Mas situações como essas me privam de exercer a minha própria liberdade. Quero poder caminhar no parque sem ter que desviar de bicicletas ou de cachorros ferozes sem focinheira; quero sair do trem sem ser, necessariamente, empurrado por quem entra; quero pode circular pelo lado esquerdo da escada rolante, caso eu tenha muita pressa naquela hora. Tudo parece simples e banal, mas o que acontece é que algumas pessoas passam como um trator sobre a liberdade individual alheia, em prol dos seus próprios interesses. Até entendo que os riscos de se desejar essa ordem pode beirar o fascismo, mas respeitar o outro não me parece ser uma privação da liberdade individual, mas uma condição da vida em sociedade.