domingo, 20 de junho de 2010

Rio de Janeiro, outra vez.

Viajar para o Rio de Janeiro sempre é bom. Cidade realmente linda, repleta de lugares históricos importantíssimos e paisagens fantásticas. Dessa vez minha temporada será curta, devo voltar para casa em poucos dias. Às vezes penso que, se morasse aqui, talvez a tese ficasse bem melhor, tanto pelos acervos documentais e artísticos quanto pelas paisagens. Hoje, por exemplo, fui tomar café no Forte de Copacabana, e a vista de lá é indescritível (tirei umas fotos, mas só vou descarregar da máquina quando estiver em casa). A água, perto da margem, é clarinha, e dava para ver o fundo. Por conta disso, foi possível ver uma tartaruga marinha nadando suavemente em meio às ondas que castigavam as pedras. Fantástico.
Alguns dirão que isso é apenas um lado da história, pois a maior parte da cidade não tem nada dessa coisa paradisíaca. Pura verdade. Mas o que na vida tem apenas um lado? Só posso falar do que conheço, e os museus e demais instituições que visito são no centro ou na orla, e ambos os locais são lindos de morrer. Há todos os problemas de uma cidade grande, e os agravantes de uma como o Rio: sistema de transporte público complicado, violência urbana em todos os lugares, pobreza evidente nas ruas, calor de 30º mesmo no inverno, ares-condicionados marcando 19º, comida cara nos restaurantes, atendentes pouco amistosos e por aí vai... Mas a cidade vale a pena, mesmo assim. Sempre penso que moraria aqui numa boa, e não descarto isso para o futuro, dependendo da direção que o vento tomar (leia-se, dependendo do mercado de trabalho para um sociólogo em vias de terminar o doutorado). Vai saber?
Enfim, essa cidade sempre me encantou, desde a primeira vez que aqui estive, em 2003, e espero voltar aqui ainda muitas vezes.

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quase notícias

Olha eu aqui! Faz tanto tempo que não posto nada que quase me esqueci da senha!
Na verdade, como eu mencionei desde o começo, esse blog surgiu por uma necessidade de escrever publicamente coisas que eu achasse interessantes, sem que isso tornasse uma obrigação.
Às vezes penso coisas que talvez resultassem em posts legais, mas geralmnte o Twitter resolve isso em menos de 140 caracteres... É uma concorrência desleal, eu sei, mas resolve um pouco a eventual necessidade de publicar algo "nesse mundo". De todo modo, sempre que atualizo o Twitter aparece no blog, o que faz as coisas não ficarem sempre as mesmas por aqui, em tempos de falta de tempo ou criatividade.
Enfim, o blog está aqui, e fico feliz pelo espaço. É como se foose uma página em branco, sempre disponível, esperando pacientemente minha vontade de escrever.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O ranzinza

É simples: vivemos em sociedade e para que isso não seja um caos total, existem umas regrinhas que precisam ser respeitadas.
Nos parques de São Paulo, por exemplo, há pistas para ciclistas e pistas de caminhada - mas me canso de ter que desviar de bicicletas enquanto caminho. Será que é tão difícil cumprir um acordo simples como esse? E não é por falta de avisos, que estão todos espalhados pelo parque, mas por falta de bom senso das pessoas, mesmo. As pistas de ciclismo do Parque Villa Lobos, por exemplo, são ótimas, não há motivo para querer se embrenhar nos espaços reservados aos pedestres. O que seria para mim um momento de prazer, torna-se um momento de exercitar minha tolerência. Ainda sobre os parques, tem a coisa dos cachorros. Adoro animais, tenho dois gatos, mas não consigo conceber uma pessoa que leva seu "bichinho" de dois metros e dentes afiados passear sem focinheira. Eu chego a gelar quando passo por um daqueles cães ferozes que nem sei o nome da raça, sem nenhuma proteção - às vezes, a pessoa que está com o bicho parece não ser capaz de segurar um poodle se precisar, imagina um animal daquele porte!
A mesma coisa percebo no metrô. Se há uma regra básica que consiste em esperar as pessoas sairem do trem antes de entrar, e ela está escrita logo na porta, por que isso nunca acontece? A mesma coisa serve para as escadas rolantes, em que a esquerda tem que estar sempre livre, mas quase nunca está.
Veja bem, não quero parecer um fascista, eu prezo pela liberdade. Mas situações como essas me privam de exercer a minha própria liberdade. Quero poder caminhar no parque sem ter que desviar de bicicletas ou de cachorros ferozes sem focinheira; quero sair do trem sem ser, necessariamente, empurrado por quem entra; quero pode circular pelo lado esquerdo da escada rolante, caso eu tenha muita pressa naquela hora. Tudo parece simples e banal, mas o que acontece é que algumas pessoas passam como um trator sobre a liberdade individual alheia, em prol dos seus próprios interesses. Até entendo que os riscos de se desejar essa ordem pode beirar o fascismo, mas respeitar o outro não me parece ser uma privação da liberdade individual, mas uma condição da vida em sociedade.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Há 25 anos...

É, devo estar mesmo velho: hoje faz 25 anos que entrei na escola. Quando falo escola, é a primeira série do primeiro grau (faz tanto tempo que hoje isso se chama ensino fundamental, se não me engano). Não fiz pré-escola, na época não era obrigatório e ninguém fez questão de me colocar lá, ainda que eu o quisesse muito. Eu desejava imensamente ir à escola, tanto que vivia enchendo a paciência de meus irmãos mais velhos, "vamos brincar de escolinha?!", tanto que aprendi a ler e escrever aos 4 anos de idade, o que mais tarde, na escola, iria me ajudar, de um lado, e me atrapalhar, de outro. Primeiro atrapalhou, pois eu não tinha o menor ânimo pra preencher letrinhas tracejadas, quando já tinha capacidade de fazer pequenas redações... Pelo menos as professoras perceberam isso, e me colocaram na segunda série... contudo, tive que fazer a segunda série de novo - "ele tem pouca idade para a terceira série, ainda", disseram. Mas foi bom, aproveitei bem minha duas segundas séries. Ou seja: não tive pré-escola nem primeira série... coisa de maluco.
O primeiro dia de aula foi horrível, eu estava morrendo de medo afinal era um bichinho do mato, quase literalmente. Todo mundo tinha um grupo, e eu, que nunca havia estado numa sala de aula, tive que construir isso aos poucos... e quando estava quase lá, mudei de sala, daí tive que começar tudo de novo. Mas reencontrei meus amigos na segunda série, e todos achavam que eu era repetente...
Enfim, poderia ficar horas falando disso, mas o fato é que nunca, em todos esses anos, eu me esqueço que dia 25 de fevereiro faço um tipo de aniversário: o dia em que entrei na escola.
Foi, sem dúvida, uma das coisas mais importantes de toda a minha vida. E ano que vem, se tudo correr bem, terminarei meu doutorado... acho que aí se fecha um ciclo... um ciclo de 26 anos!
É, acho que estou mesmo ficando velho.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

(Ainda sobre) A volta do Roxette

(Editado em 23/02/2010)

Enfim o Roxette está em estúdio gravando seu oitavo álbum de músicas inéditas, o mais recente desde Room Service, de 2001. A expectativa é grande, especialmente por se tratar de um retorno que era improvável, ainda que as coletâneas lançadas nesse período, com um ou outra faixa inédita, acalmassem os fãs mais devotos. Em 2008, Per Gessle lançou um álbum solo em inglês, e fez uma turnê européia de divulgação com o sugestivo slogan "The man of Roxette". Cantando basicamente músicas que ele compôs para a dupla, a turnê teve boa repercussão, e contou com a participação especial de Marie Fredriksson nas últimas apresentações, o que marcou a volta de ambos cantando ao vivo em um palco. Depois disso, eles se apresentaram como dupla em um evento europeu chamado Night of Proms, onde cantaram meia dúzia de canções conhecidas pelo público, como Listen to your heart e Joyride. Como todos sabem, Marie passou por graves problemas de saúde em 2002, o que provocou uma série de mudanças em sua vida. Com a mobilidade reduzida, não tinha mais tanta segurança para cantar para milhares de pessoas por duras horas, como ficou conhecida no Roxette. Porém, as apresentações do ano passado parecem ter lhe trazido de volta a autoconfiança, e agora teremos um show completo do Roxette, com previsão de duração de 70 minutos. O problema é que o show acontecerá em um evento sueco chamado The race legends, uma espécie de fórmula 1 que dura 3 dias. Problema por quê? 1: Porque para ir ao show, a melhor opção é comprar o ingresso para todas as corridas, o que não sai barato; 2: Porque haverá uma quantidade limitadíssima de ingressos à venda apenas para o show, não pouco caros, por sinal; 3: Porque estão vendendo esses tais ingressos 8 meses antes do show, o que é um absurdo; 4: Porque essa tal corrida acontece em uma cidade do interior da Suécia chamada Anderstorp - podia bem ser em um local mais acessível.
Porém, entendo que marcar um show em um local como esse facilita as coisas por permitir uma apresentação menor, cuja estrutura já está montada. Espera-se, contudo, que com os resultados dessa primeira apresentação "bucólica" a dupla resolva fazer shows em locais mais acessíveis, possibilitando, dessa maneira, que um maior número de pessoas interessadas na dupla compareçam, e não apenas o público que estará lá para assistir corrida* e, por acaso, vai poder ver a volta efetiva do Roxette.





* Estima-se que 45.000 pessoas compareçam aos 3 dias de corrida, ainda que Per Gessle tenha sugerido que o local do show não comporte mais que 10.000 pessoas.

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Segundo novas informações do site The Daily Roxette, haverá mais shows:

Roxette to play Russia

Written by tevensso on February 19, 2010 to , and . Source: d&d management.

This just in! Roxette is to play Russia this fall. So far dates confirmed are:

September 10 - Moscow Mega Sport Arena
September 12 - St. Petersburg New Arena

Per comments on Roxette.se:

It feels fab to start the new year announcing live concerts by Roxette. Both Moscow and St Petersburg should be great fun! And if we're all lucky there's even more to come. By the way, the new recordings are going great, we'll continue sweatin' it out for the next six months or so. You'll find videos/pics from the recordings on Snowfish.

Cheers, P. "

(Fonte: The Daily Roxette)