Tenho 44 anos de idade e estou aprendendo a nadar. Esse é o post. Sempre gostei de praia, rios, cachoeira, piscina... Mas o máximo da diversão era nadar submerso enquanto houvesse fôlego. Sempre tive vontade de nadar corretamente, no estilo "crowl", mas sempre foi uma grande dificuldade para mim. Há alguns meses comecei a ter aulas de natação e foi bem difícil pegar o jeito. Agora começo a sentir algum progresso (leia-se: cruzar a piscina de 25 metros sem engolir água ou colocar os pés no chão). Parece bobagem, mas tem sido um processo bem árduo. Pensei em desistir em alguns momentos, mas a cada progresso, uma nova motivação. E assim, sigo aprendendo. Na semana passada completei, pela primeira vez, 1000 metros na aula. Longe dos 3200 do colega da raia ao lado, mas bem mais do que eu conseguia fazer há um mês. Agora, embora seja cansativo, nadar tem se tornado uma atividade que me deixa feliz. Com dizia Guimarães Rosa: "Perto de muita água, tudo é mais feliz". E como dizia a peixinha Dori, de Procurando Nemo, "Continue a nadar...".
(considerações sobre arte, cinema, música, sociologia e outras coisas mais...)
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
terça-feira, 3 de janeiro de 2023
2023 chegou e, com ele, um novo tempo para o Brasil
Parecia que estávamos vivendo um ano de 48 meses ou mais. Tempos duros, tristes, repletos de angústia e raiva, agora parecem finalmente terem dado lugar para a esperança. Lula derrotou o inominável nas urnas e a democracia foi salva por si mesma, contra um cenário que não era o mais favorável, por motivos dos mais abjetos. Mas nesse ano novo a esperança foi renovada e voltamos a respirar com mais facilidade novamente.
domingo, 13 de novembro de 2022
Não se leve muito a sério.
Quando eu estava na graduação, um estudante trabalhador que cursava Ciências Sociais no período noturno, resolvi fazer uma pesquisa que resultasse numa monografia ao final do curso. Para tanto, procurei um professor que fosse meu orientador. Depois de buscar aqui e ali, meu professor de História do primeiro ano aceitou a tarefa, e me introduziu no mundo da pesquisa em Sociologia da Arte, onde, de alguma forma, estou até hoje. Mas eu tinha certo receio de não conseguir fazer a pesquisa, ele de saída percebeu que eu era um tanto ansioso e me disse, em umas das primeiras reuniões: "vou te dar um conselho: não se leve tão a sério". Isso me deu a tranquilidade que eu precisava para fazer a pesquisa e defender a monografia no final de 2001. E segui com esse mantra vida acadêmica afora. Mas não foram poucas as vezes que me esqueci desse lema e, até hoje, me vejo afobado e ansioso com tarefas as quais parecem que não conseguirei realizar ou que, mesmo realizadas, não ficaram do modo como eu gostaria. Então, lendo alguns posts que aqui mesmo escrevi sobre isso, e com a imagem do meu querido professor de História em mente, lembro que sou um ser humano, com tempo de existência limitado e que amar o trabalho não significa ser dominado por ele.
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Democracia (não mais) em vertigem
Dia 30 tivemos um dia memorável na história brasileira. A democracia venceu, contra todas as tentativas de derrubá-la. O cenário era difícil e a vitória foi por uma margem muito pequena. Mas venceu. Aqui estou, feliz, mesmo com todos os contra-ataques antidemocráticos que seguiram e ainda seguem no pós eleição. A democracia brasileira sobreviveu e crescerá.
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Democracia é um processo contínuo
No domingo que vem, dia 30 de outubro, teremos eleições presidenciais no Brasil. Desde que lembro de eleições no país, e eu tinha 11 anos na primeira eleição direta para presidente, nunca vi algo parecido com o que ocorre agora. Será a eleição mais importante que já tivemos, já que o que está em jogo não são apenas posicionamentos políticos antagônicos ou divergentes, mas a própria democracia brasileira. Pela primeira vez em nossa história recente, partidos e personalidades que jamais imaginou-se poderem estar juntos, caminham lado a lado. É bonito de ver, mas o medo é imenso, pois é sinal de que o perigo é realmente grande e estamos sob risco real. Parece aqueles desenhos animados antigos, quando He-Man se juntava com o Esqueleto, ou o Mestre dos Magos com o Vingador, para vencer algo mais perigoso. Espero que essa história termine como nos desenhos, e que possamos, a partir de 2023, voltar a ter um espaço saudável de disputa de ideias e projetos para o país, e que nossa jovem democracia possa manter sua trajetória imperfeita e contínua, mas sempre buscando seu fortalecimento. Viva o 13rasil!
