O primeiro deles (Brilho eterno...) eu vinha relutando a assistir desde seu lançamento no cinema, pelo simples motivo de eu não gostar do Jim Carrey. Bobagem... eu devia ter ido mais pelo nome do roteirista (Charlie Kaufman). Trata-se de uma bonita história de amor, na qual um rapaz, decepcionado com seu relacionamento, submete-se a um revolucionário tratamento neurológico em que as memórias relativas à sua antiga namorada são simplesmente apagadas de sua mente. Claro que o filme não foge muito à determinadas regras, e cai em alguns clichês (por exemplo, é de se imaginar que a primeira cena do filme será também uma das últimas, e antes mesmo da metade do filme já é possível se prever o final) - mas nada disso altera o que o filme tem de melhor, que é a maneira como a história é contada. Fora isso, o filme pode receber uma boa interpretação psicanalítica, que eu não arriscaria fazer aqui, por absoluta incompetência! Mas o melhor do filme, sem dúvida, é que ele é bom, apesar de ter o Jim Carrey como protagonista.

O segundo filme, My Summer of Love, é uma pérola. Conta a história de amor de duas garotas, durante as férias escolares, num pequeno povoado do Reino Unido. Além da história contada de maneira doce e delicada, a bela fotografia do filme já o faz valer a pena: cada cena apresentada é como uma pintura, com uma luz muito bem utilizada e paisagens sensacionais. Como o povoado fica em um vale, muitas cenas são gravadas sobre os montes, de modo que as casinhas aparecem ao fundo. Eu não conseguia deixar de pensar no Van Gogh, como ele fez com Starry Night, com as casinhas bem pequenas, e o céu exuberante. Enfim, para quem gosta de uma bela história de amor, recheada com lindas imagens, esse filme vale uma boa espiada!
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