terça-feira, 13 de novembro de 2007

Dois filmes sobre o amor

Os últimos dois filmes que assisti foram Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Brilho eterno de uma mente sem lembranças) e My Summer of Love (Meu amor de verão) , ambos de 2004.
O primeiro deles (Brilho eterno...) eu vinha relutando a assistir desde seu lançamento no cinema, pelo simples motivo de eu não gostar do Jim Carrey. Bobagem... eu devia ter ido mais pelo nome do roteirista (Charlie Kaufman). Trata-se de uma bonita história de amor, na qual um rapaz, decepcionado com seu relacionamento, submete-se a um revolucionário tratamento neurológico em que as memórias relativas à sua antiga namorada são simplesmente apagadas de sua mente. Claro que o filme não foge muito à determinadas regras, e cai em alguns clichês (por exemplo, é de se imaginar que a primeira cena do filme será também uma das últimas, e antes mesmo da metade do filme já é possível se prever o final) - mas nada disso altera o que o filme tem de melhor, que é a maneira como a história é contada. Fora isso, o filme pode receber uma boa interpretação psicanalítica, que eu não arriscaria fazer aqui, por absoluta incompetência! Mas o melhor do filme, sem dúvida, é que ele é bom, apesar de ter o Jim Carrey como protagonista.


O segundo filme, My Summer of Love, é uma pérola. Conta a história de amor de duas garotas, durante as férias escolares, num pequeno povoado do Reino Unido. Além da história contada de maneira doce e delicada, a bela fotografia do filme já o faz valer a pena: cada cena apresentada é como uma pintura, com uma luz muito bem utilizada e paisagens sensacionais. Como o povoado fica em um vale, muitas cenas são gravadas sobre os montes, de modo que as casinhas aparecem ao fundo. Eu não conseguia deixar de pensar no Van Gogh, como ele fez com Starry Night, com as casinhas bem pequenas, e o céu exuberante. Enfim, para quem gosta de uma bela história de amor, recheada com lindas imagens, esse filme vale uma boa espiada!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A noite estrelada de Van Gogh



Vincent van Gogh
A Noite Estrelada
, 1889
Óleo sobre tela, 73 × 92 cm.
Museu de Arte Moderna de Nova Iorque



Nunca veríamos uma noite como essa no mundo real, e, sinceramente, acho que não seria uma experiência muito tranqüila! Porém, na tela da Van Gogh, essa explosão de luzes em espiral expressa uma energia e vivacidade que enche os olhos e lembra a sensação de quando se observa o céu em uma noite muito estrelada. Os contornos firmes e as pinceladas nervosas presentes nessa obra contrastam com a beleza e a candura da cena noturna, da qual, inevitavelmente, nos tornamos parte. Do ponto de vista privilegiado que Van Gogh no coloca, temos uma linda vista aérea do vale, de onde é possível sentir o vento frio no rosto, e ouvir o som dos grilos... mas isso já é uma viagem da minha mente. E eu viajo muito através das casas, montes, vegetações e estrelas desse quadro. Sinto-me numa noite com vários sois! Talvez, por isso, este seja um dos meus quadros favoritos.



sábado, 10 de novembro de 2007

"Nem tudo é o que parece"

Minha última boa experiência em Marília foi ir ao teatro, assistir à peça Nem tudo é o que parece, estrelada por um grupo de atores iniciantes que fazem aulas no SESI, dentre os quais está o meu sobrinho João Gabriel (14 anos). Apesar dele estar nesse mundo desde os 9 anos de idade, é a primeira vez que tive a oportunidade de vê-lo atuar. Não sei bem explicar o que senti, mas fiquei muito orgulhoso ao vê-lo no palco, à vontade como um pássaro no céu ou um peixe na água... O que se viu foi uma peça feita pelos próprios alunos, que não deve nada a espetáculos ditos "profissionais". Dei muitas risadas e me impressionei com o talento de todos os atores, especialmente do Gabriel, claro... Mas em geral todos fizeram um belo trabalho. Quem dera todos os adolescentes resolvessem seguir o mesmo caminho, trocando os vídeo-games ou lan-houses por aulas de teatro (ou música, pintura, dança, etc). Certamente o futuro seria um lugar melhor de se viver.

Imagem da peça Nem tudo é o que parece (Marília, novembro de 2007).




segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Capitu ☼ SuperStar!




Capitu em suas pequenas férias em Marília-SP (1 min.).


quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O retorno

Estive ausente por um tempo, mas cá estou de volta. Passei uns dias no interior, na doce e quente cidade de Marília. Acho que nunca passei tanto calor na vida, pois o vento forte que sopra por lá definitivamente não refresca nada... aliás, ele levanta uma super poeira que chega a sufocar (sempre ficava pensando nas primeiras cenas do filme Volver, do Almodóvar, e toda aquela ventania que fazia enquanto as mulheres limpavam os túmulos do cemitério). Fora isso, a cidade está com sérios problemas na rede de abastecimento de água, o que torna o seu "calor" muito mais grave. Mas, tirando esses pequenos problemas climáticos e estruturais, gosto muito de Marília. Além da cidade, que de maneira geral é bem bonita e agradável, lá estão pessoas que são muito importantes na minha vida. E mais uma vez passei bons momentos com elas (não com todas, pois o tempo sempre é curto...). Enfim, mesmo com toda a aridez, a cidade ainda me presenteou com sua paisagem bonita, rodeada de vales por todos os lados, e com pessoas que são peças importantes na minha vida. Sempre volto de lá com as baterias carregadas, cheio de energia para retomar meu doce dia-a-dia na terra da garôa... Aliás, o calor aqui também está grande, mas hoje mesmo fomos agraciados com uma chuva de verão no meio da tarde, e a noite trouxe a esperada brisa fresquinha que só aqui a gente encontra... É bom estar em casa!