Bem, é dezembro. Lá se vai esse ano que foi tão curioso para mim. Na verdade, foi um ano bom. Não foi fácil, nem puro regozijo, mas, sem dúvidas, infinitamente melhor que o anterior. Aconteceu tanta coisa boa, como eu ter entrado na Unesp como professor substituto, lançar meu livro (fruto da tese de doutorado, que tanto apareceu aqui, entre 2008 e 2011), viajar para o Rio Grande do Sul pela primeira vez, para a Europa pela segunda - e dessa vez conhecer lugares novos como Lisboa, Nottingham, Swansea... Também conheci gente bacana, que fez diferença na minha vida... E tantas outras coisas. Não posso dizer que foram tudo flores, mas não acho necessário, como dizem, "chorar as pitangas" por aqui. O saldo foi muito positivo. Ah! quase me esqueço: tirei carteira de habilitação! Essa foi uma das mega vitórias. Ainda sou um mau motorista, tenho que admitir, mas aos poucos vou pegando o jeito. Sou bem teimoso. Mas ainda há um bom pedaço de ano pela frente, e com muito trabalho. Dou aulas até pertinho do natal, depois haverá um lançamento do meu livro na cidade onde a maior parte dos meus familiares moram, e onde dou aulas. E janeiro já começa com trabalho, mais aulas, e uma palestra sobre meu livro! Depois... depois eu não sei. Que venha 2016. Geralmente os anos ímpares são mais simpáticos comigo, mas estou com bons sentimentos sobre o ano que vem.
(considerações sobre arte, cinema, música, sociologia e outras coisas mais...)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Sobre gatos, chuva e pernilongos
Eu achava que o blog tinha acabado. Mas na verdade, não tê-lo alimentado nos últimos tempos não significa que ele estivesse morto. As coisas na vida vão e vêm, difícil a gente fugir das repetições. A verdade é que sinto falta de escrever aqui. Lembro que fui muito presente no blog durante 2008 e 2009, bem na época em que eu estava escrevendo a tese. E acho que até ajudou na escrita dela. A escrita acadêmica é diferente, mas ela certamente pode se beneficiar de um "treinamento" informal como um blog. E se o ele for público, melhor ainda - ter a expectativa de ser lido pode ser um bom estímulo. É diferente de um diário, que ninguém além do seu autor lerá. Será mesmo? Lembro de ter um diário quando jovenzinho, e lembro de escrever apenas coisas que pudessem ler lidas por qualquer pessoa. No fundo, era uma vida criada, transformada em texto, imaginada (a partir de elementos do real). Aliás, não é a vida, sempre, em grande medida, imaginada? O que seria de nossa existência sem a imaginação e a memória? Sem elas, nada teria sentido. Tem um sociólogo da arte, Francastel, que fala isso sobre nossa percepção artística: sem os dois elementos que citei, não há a experiência estética.
Hoje está um dia quente, e agora há pouco caiu uma chuva rápida. Estou ouvindo o novo CD do Mika, até agora estou gostando. Levei meu gato ao veterinário hoje. Tirei minha carteira de habilitação. Um pernilongo me picou há uns dois minutos, e está coçando.
A vida tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Acho que vale a pena escrever sobre minhas percepções sobre algumas delas.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
O orkut morreu, e outros desatinos aleatórios.
Estamos em julho, está tendo copa, o Orkut vai sair do ar em setembro, comecei um novo pós-doutorado, mas ainda preciso de uma nova bolsa de estudos. Eu já falei que o Orkut vai sair do ar? Uma perda para a memória do mundo virtual. Afinal, a primeira rede social a gente nunca esquece. E o meu blog? Quantas vezes penso que deveria desativá-lo, quase nunca venho aqui, a maior parte dos meus amigos deixaram seus blogs há tempos. Mas a pergunta inversa também serve: por que desativar? Não pago nada por ele, e onde mais eu escreveria desatinos como esse, de forma pública? Deixa assim, como está. Só por hoje.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Medo da chuva.
Estou escrevendo esse post de um celular. É a primeira vez que faço isso. Interessante.
Esse ano também tem sido interessante. Mudei de cidade. Estou terminando o pós doc. Vou publicar um livro. Prestei um concurso. Não passei. Isso é bem chato, mas a vida segue e outras oportunidades surgirão. O mais legal é que está chovendo. Adoro chuva. Mas tenho medo de tempestade.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Leaving São Paulo
Mudei-me pela primeira vez para São Paulo em 2002. Foi incrível. Foi assustador. Foi intenso. E entre idas e vindas, acabei ficando naquela cidade até 2014. Doze anos (com alguns intervalos pequenos no meio, ok). Mas foram doze anos de metrópole. E amei aquele mundo, fiz muitas coisas, fiz muitos amigos.
Mas agora as coisas mudaram, e a vida nova é em Campinas. Nunca havia pensando em me mudar para essa cidade, mas a vida acabou direcionando as coisas para cá. E aqui estou. E estou gostando. Acho que minha dose de São Paulo foi suficiente. Estou aqui faz um mês, e, por enquanto, a mudança de sentimentos é grande. Percebo-me menos ansioso e mais disposto para tudo. Meu trabalho rendeu, consigo planejar melhor as coisas. Acho que viver em São Paulo tem um preço, e nem sempre percebemos a exata dimensão desse preço. Vivemos sob constantes estímulos e, consequentemente, constante stress e ansiedade. O que não quer dizer que eu tenha deixado de amar aquela cidade. Ainda amo e quero continuar frequentando, sempre.
Agora estou em lua de mel com Campinas e está muito bom.
Esse blog nasceu em São Paulo, em minha segunda mudança para lá, em 2007, para o doutorado. Assim, não sei se vou continuar a usar esse espaço. Talvez crie outro blog, sei lá. Talvez não.
Vamos ver.
Por hora, fica aqui minha despedida da grande metrópole, e minha homenagem àquela cidade, em que fui tão feliz, tão triste, tão calmo, tão agitado. Tudo junto, misturado.
Obrigado, São Paulo.
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