quarta-feira, 20 de julho de 2022

15 anos de Blog e algumas palavras chave

Lembrei que este blog completou 15 anos no dia 27 de fevereiro de 2022. Eu nem acredito que ele ainda existe e (de certa forma) em atividade.

Resolvi, assim, dar uma olha no post nº 01, que se chamou "Step one... loading...". Que loucura perceber a passagem do tempo!

No post eu falo sobre a discussão entre o real e o virtual. Mas o mais legal é ver as palavras que aparecem lá e que não fazem mais sentido para um bocado de gente

Blog 

Orkut

Scraps

Google Earth

Internet rápida 

Esses assuntos acima eram novidade. O Orkut foi a primeira das redes sociais que a maior parte das pessoas usou na vida. Os scraps eram o lugar dos recadinhos dos contatos. Google Earth ainda deve existir hoje, mas na época era preciso baixar o programa. O Google Maps não era o que é hoje. Internet rápida, veja bem, a minha era 200 Kbps, eu estava bem feliz - antes era via "modem" e não passava muito de 33 Kbps. Enfim, agradeço por ter feito o blog e mantido ele por todo esse tempo. É muito legal ter essas histórias registradas. 









terça-feira, 19 de julho de 2022

Sonhos

Acabei de terminar de passar as notas de minhas turmas de graduação do primeiro semestre. Essa frase, sozinha, carrega mais significados do que pode parecer. Nela eu digo "notas", "semestre" e "minhas turmas". Se eu volto no tempo e lembro de minhas inquietações e angústias sobre o futuro, planos, ideais, uma frase como essa era um sonho, algo desejado e supostamente tão intangível. Eu lembro de sonhar, de fato, sendo professor, dando aulas, passando em algum concurso, comemorando isso... e foi tanta luta para conseguir isso. Mas consegui, e parte disso apareceu registrado nesse blog, mas grande parte, não. Muitos momentos tristes, frustrantes, desanimadores, entre os anos de 2011 e 2016, meio que ficaram apenas na minha memória, e talvez apareçam aqui "ever now and then". Viver o sonho, por sua vez, é algo que só vivendo se sabe o que é. Então após a alegria do sonho realizado começam a aparecer os problemas que todo trabalho traz junto: cansaço, frustrações, angústias, raiva, desânimo, decepção, tristeza etc. Tem horas que esses sentimentos tomam quase todo o lugar do essencial, que é maior e mais importante: a alegria e a satisfação de estar fazendo o que sonhou, num lugar legal, em condições muito boas. Não são as condições do passado, e muito menos as ideais. Mas ainda assim, é o emprego dos sonhos, "aquele pelo qual milhares de garotas matariam" (sim, o filme O Diabo Veste Prada é um guilty pleasure que assumo). Então, em dias como hoje, final de semestre, passando a notas, lembro de imaginar que legal seria poder fazer isso um dia. Passar as notas dos "meus" estudantes. Sempre quis ser professor. Terminei o doutorado em 2011 e foram 5 anos até dar certo. Cinco anos difíceis. Mas todos valeram a pena. E hoje estou aqui, terminei de passar as notas, estou ouvindo um dos meus vinis favoritos na vitrola, enquanto tomo uma taça de vinho tinto. Nada mal.

sábado, 5 de março de 2022

30 anos de Joyride, do Roxette

Em 1992 ouvi Spending my time em na trilha sonora de uma telenovela e foi amor à primeira audição. Daí pra frente comecei a querer saber tudo sobre o Roxette, dupla sueca responsável pelo hit, e de lá para cá são quase 30 anos acompanhando essa turma. Essa música foi um dos singles do álbum Joyride, sobre o qual já escrevi por aqui em algum momento (ver marcador roxette review ao final do post). Trata-se do trabalho de maior sucesso da banda, e que foi relançado ano passado, em se trigésimo aniversário, em 4 formatos físicos diferentes: vinil com as faixas 12 faixas originais, tanto na cor preta como em laranja marmoreado  (edição limitada), ambas em gatefold (capa dupla), como estava previsto em 1991 e não aconteceu; vinil quádruplo contendo as 15 faixas do CD original (que já continha 3 bônus em 1991), mais diversas versões demo ou  faixas inéditas; CD triplo, com o mesmo repertório do LP quádruplo. Ouvindo essas músicas, vejo como o Roxette foi uma banda incrível, fazendo um pop-rock de primeira linha, com músicas que ainda tocam por aí, aos quatro cantos. Joyride é realmente incrível, contendo hits como a faixa título, a já citada Spending my time, e pérolas como Fading Like a Flower e Watercolours in The Rain. Uma pérola da música pop, que pode ser escutada também nos serviços de streaming, naturalmente. Mas nada como botar um LP pra rodar... Join the joyride!




terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Ano 3 do Senhor Corona

Em março de 2020 as aulas da universidade onde trabalho tornaram-se remotas. Em março de 2022 elas voltarão a ser presenciais - ainda não sabemos bem como, mas voltarão. Se tudo correr bem. Se a pandemia manter o ritmo de desaceleração que os epidemiologistas prevêem. Foram dois anos de uma loucura que ainda não acabou e se intensifica agora, quando temos que voltar para o trabalho não-remoto. Foram anos de muito trabalho, ao contrário do que algumas pessoas cruéis e injustas insistem em dizer ("professores são vagabundos, não fizeram nada durante a pandemia..."). Só nós sabemos com o nosso trabalho foi intensificado nesse período! Só nós sabemos o esforço que foi se reinventar para buscar a excelência na formação de nossos estudantes. Só nós sabemos...

Estamos no Ano 3 do Senhor Corona. Esperamos que seja o último.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Tio Nenê

Hoje numa discussão de um grupo de pesquisa que participo, falamos nos apelidos da infância, aqueles pelos quais éramos chamados nos primeiros anos de nossa existência. Hoje meu apelido é Dê, uma abreviação criativa de Anderson, feita pela minha irmã e que "pegou". Eu gostei, pois meu apelido anterior era o constrangedor "Nenê". Quando comecei ir para a escola, morria de medo de alguém descobrir esse infame vocativo, comum àqueles que são a "raspa do tacho", como de dizia sobre os caçulas, sobretudo temporãos, como foi o meu caso. Mas isso não quer dizer que gostasse do meu verdadeiro nome - como ninguém em casa me chamava por ele, e até hoje não o fazem, sempre achei estranho ser chamado assim, e mesmo dizer meu nome em voz alta era algo esquisito. Demorei para me acostumar. Nenê era bem estranho, mas eu me identificava com ele. O mais engraçado é que eu era novinho e tinha sobrinhos de idade próxima, e alguns deles me chamavam de "Tio Nenê". Hoje, olhando em retrospecto, acho bem bonitinho. Essa coisa de ser tio desde os dois anos de idade imprimiu em mim certa responsabilidade, da qual nunca me distanciei, o que, de certa forma, foi bom, imprimiu o que considero alguns traços interessantes de caráter, embora tenha me privado, em muitos momentos, de ser a criança da idade que eu tinha, para cuidar dos sobrinhos... mas nada muito grave. Aos 10 anos praticamente ninguém em casa me chamava mais de Nenê, e Dê foi se tornando meu nome, e até hoje os amigos assim me chamam. Alguns parentes, com os quais tenho menos contato, ainda me chamam de Nenê, e acho estranho. Gosto do apelido monossilábico que tenho há mais de 30 anos. Quanto a Nenê, hoje me voltou numa lembrança despertada no grupo de pesquisa, e foi uma lembrança cheia de ternura. A idade tem lá suas vantagens, e aos 43 me reconcilio com essa parte de minha identidade. Mas, por favor, me chame de Dê.



Trilha sonora agorinha: Go to sleep (Roxette, 1994).

https://www.youtube.com/watch?v=gKvatxuIk60