sábado, 14 de setembro de 2024

Análises

Fiz terapia por 8 anos. Foi fundamental. Consegui trabalhar questões que eram muito difíceis. Mas todas elas ligadas ao modo como eu lidava com o ambiente ao meu redor, ao meu comportamento e ao comportamento das outras pessoas. Isso não é pouco, é essencial que analisemos nosso comportamento e como ele afeta, positivamente ou não, a nossa vida. 

Chegou um dia em que minha terapeuta falou que estava chegando a hora de a gente finalizar aquele processo... que vamos combinar, já tinha sido bem longo. Mas eu ficaria ali, facilmente, por mais tempo. Mas o profissionalismo e a ética de minha terapeuta falaram mais alto, e ela me "deu alta". Mas uma "alta" relativa: me sugeriu trabalhar com outra abordagem, psicanalítica. Foi então que comecei a pensar seriamente nesse assunto, que já fazia parte dos meus planos.

Depois e um ano, em meio a uma crise, ligada a questões de saúde, busquei um analista. 

Já passou de quatro meses e vejo o quanto é importante esse processo analítico. Enfrentar os próprios fantasmas, olhar no espelho. Não existe coisa mais difícil. 

Mas sigo firme e gostando demais desse caminho. 

Sugiro enfaticamente. Faça análise.







sábado, 10 de agosto de 2024

Passando meu tempo

É sábado de manhã. São 8:35h. Acordei cedo pois hoje é dia de analise. Isso é que é compromisso. Fico até orgulhoso de mim mesmo. Está uma manhã muito fria, 12° C. Enquanto o motorista dirige, ouvimos a rádio Antena 1. É minha favorita. Escrevo para passar meu tempo. 
É isso.

domingo, 30 de junho de 2024

Aquarelas e outros bichos

Este ano tem sido um ano bem interessante para mim. Interessante no sentido de fazer descobertas sobre mim mesmo, sobre meu corpo, sobre limites e possibilidades. Fazer 46 anos teve algum impacto, tanto no sentido simbólico (mais perto dos 50 do que dos 40), quanto empírico (pressão alta, problema na coluna). Meia-idade, isso deve significar mesmo algo. Mas a questão hoje, aqui, não é exatamente essa (idade), mas as coisas que podem vir com ela. 

Diante de um quadro de mudanças que percebo em meu corpo, e que me obrigam a dialogar mais com ele, suas necessidades, aparecem desejos e/ou necessidades. Uma delas foi voltar a desenhar/pintar. Durante toda minha infância gostei dessa atividade, e até meus 19 - 20 anos eu ainda arriscava fazer isso com alguma frequência. Fiz um curso de desenho e pintura por correspondência aos 18 anos que meu ajudou muito - na época, pintei o sete! Depois de entrar na faculdade e no mundo do trabalho, esse hobbie foi ficando de lado, até sumir. Vez ou outra eu tentava voltar, comprava algum material, mas não conseguia mergulhar a fundo. Ficava na ideia e nos rabiscos. Mas na semana passada, minha coluna travou. Eu mal conseguia andar de tão feio que foi. E uma das atividades que me aliviava a aflição da falta de mobilidade foi desenhar. Eu já havia comprado uns materiais, estavam lá esperando o dia, que nunca chegava. E foi na crise que o dia chegou, e pude, sem pressa e sem culpa, tentar voltar aos desenhos. Percebi que, mesmo estando bem enferrujado, tem algo ali que ainda faz parte de mim e me realiza. Não sou um grande desenhista ou pintor, mas consigo me divertir com papeis, lápis, caneta hidrocor, tintas ou giz-pastel, o que for. E familiar para mim, consigo me comunicar com esses materiais, não sou um estranho para eles. Estou mais perto de mim, agora.



Uma vista. Caneta hidrocor e lápis de cor aquarelado sobre Canson. A4. 26 de junho de 2024.

domingo, 12 de maio de 2024

Cuidando de si

Recentemente tenho tido alguns problemas de saúde recorrentes, ora gripe, ora alergia, ora problemas gástricos, mas o mais recente foram picos de pressão alta. Já os tive antes, mas se normalizaram em tempo suficiente para que houvesse alguma preocupação maior. Mas dessa vez eles foram mais recorrentes e mais altos e, embora ainda esteja investigando seriamente se sou hipertenso ou apenas estressado, precisei tomar uma medicação para que as coisas ficassem mais normais. Evitei o quanto pude, mas sempre defendi que os remédios existem para nos ajudar, então ao fim, aceitei os fatos e, sinceramente, já me sinto melhor.

Mas, ao lado disso, retomei a terapia, depois de alguns meses de haver terminado um processo anterior, que foi muito bom para mim. Agora, porém, dou os primeiros passos em uma terapia psicanalítica, da qual estou me aproximando e achando bem interessante. Mas ainda tenho muito a vivenciar disso. Estou muito interessado e feliz por ter começado a trilhar esse caminho.

Eu não sei se, ao fim da investigação com o cardiologista, descobrirei que sou mesmo hipertenso e terei, com isso, que tomar remédios para o resto da vida. Não veria problema nisso. Mas, no fundo, o que mais me toca foi a necessidade de parar para pensar em mim mesmo, de forma seria, profunda e respeitosa. Estou feliz por essa demonstração de afeto por mim mesmo.



Playing now: Place your love (Roxette).



quarta-feira, 27 de março de 2024

Semana santa e os santos que me agradam

Hoje é quarta-feira da Semana Santa, e eu havia me esquecido que amanhã não é dia útil onde trabalho. Imagina a alegria? Quatro dias de feriado! A universidade é laica, mas todos gostamos de feriadões sagrados como esse, nem que seja para trabalhar em casa. Amanhã tenho uma reunião agendada via internet e tenho que ler o texto de uma orientanda que está fazendo seu TCC. Mas tudo no recanto do meu lar, que tanto gosto. Adoro ficar em casa! Hoje tive um dia cheio no trabalho, mas agora estou em casa preparando o jantar - farei panquecas de carne moída, enquanto beberico um gostoso vinho português, que já estava aberto na geladeira. Na vitrola roda o disco Music, da Madonna, e há pouco escutei o Dangerous, do Michael Jackson. Fina flor do pop esses dois. Daqui a pouco vou colocar um do Roxette, porque santo por santo, é deles que sou devoto. A vida é dura, mas ela tem bons momentos. Tim-Tim!