terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sobre gatos, chuva e pernilongos

Eu achava que o blog tinha acabado. Mas na verdade, não tê-lo alimentado nos últimos tempos não significa que ele estivesse morto. As coisas na vida vão e vêm, difícil a gente fugir das repetições. A verdade é que sinto falta de escrever aqui. Lembro que fui muito presente no blog durante 2008 e 2009, bem na época em que eu estava escrevendo a tese. E acho que até ajudou na escrita dela. A escrita acadêmica é diferente, mas ela certamente pode se beneficiar de um "treinamento" informal como um blog. E se o ele for público, melhor ainda - ter a expectativa de ser lido pode ser um bom estímulo. É diferente de um diário, que ninguém além do seu autor lerá. Será mesmo? Lembro de ter um diário quando jovenzinho, e lembro de escrever apenas coisas que pudessem ler lidas por qualquer pessoa. No fundo, era uma vida criada, transformada em texto, imaginada (a partir de elementos do real). Aliás, não é a vida, sempre, em grande medida, imaginada? O que seria de nossa existência sem a imaginação e a memória? Sem elas, nada teria sentido. Tem um sociólogo da arte, Francastel, que fala isso sobre nossa percepção artística: sem os dois elementos que citei, não há a experiência estética. 
Hoje está um dia quente, e agora há pouco caiu uma chuva rápida. Estou ouvindo o novo CD do Mika, até agora estou gostando. Levei meu gato ao veterinário hoje. Tirei minha carteira de habilitação. Um pernilongo me picou há uns dois minutos, e está coçando. 
A vida tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Acho que vale a pena escrever sobre minhas percepções sobre algumas delas. 


sexta-feira, 4 de julho de 2014

O orkut morreu, e outros desatinos aleatórios.

Estamos em julho, está tendo copa, o Orkut vai sair do ar em setembro, comecei um novo pós-doutorado, mas ainda preciso de uma nova bolsa de estudos. Eu já falei que o Orkut vai sair do ar? Uma perda para a memória do mundo virtual. Afinal, a primeira rede social a gente nunca esquece. E o meu blog? Quantas vezes penso que deveria desativá-lo, quase nunca venho aqui, a maior parte dos meus amigos deixaram seus blogs há tempos. Mas a pergunta inversa também serve: por que desativar? Não pago nada por ele, e onde mais eu escreveria desatinos como esse, de forma pública? Deixa assim, como está. Só por hoje.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Medo da chuva.

Estou escrevendo esse post de um celular. É a primeira vez que faço isso. Interessante.
Esse ano também tem sido interessante. Mudei de cidade. Estou terminando o pós doc. Vou publicar um livro. Prestei um concurso. Não passei.  Isso é bem chato, mas a vida segue e outras oportunidades surgirão. O mais legal é que está chovendo. Adoro chuva. Mas tenho medo de tempestade.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Leaving São Paulo

Mudei-me pela primeira vez para São Paulo em 2002. Foi incrível. Foi assustador. Foi intenso. E entre idas e vindas, acabei ficando naquela cidade até 2014. Doze anos (com alguns intervalos pequenos no meio, ok). Mas foram doze anos de metrópole. E amei aquele mundo, fiz muitas coisas, fiz muitos amigos. 
Mas agora as coisas mudaram, e a vida nova é em Campinas. Nunca havia pensando em me mudar para essa cidade, mas a vida acabou direcionando as coisas para cá. E aqui estou. E estou gostando. Acho que minha dose de São Paulo foi suficiente. Estou aqui faz um mês, e, por enquanto, a mudança de sentimentos é grande. Percebo-me menos ansioso e mais disposto para tudo. Meu trabalho rendeu, consigo planejar melhor as coisas. Acho que viver em São Paulo tem um preço, e nem sempre percebemos a exata dimensão desse preço. Vivemos sob constantes estímulos e, consequentemente, constante stress e ansiedade. O que não quer dizer que eu tenha deixado de amar aquela cidade. Ainda amo e quero continuar frequentando, sempre. 
Agora estou em lua de mel com Campinas e está muito bom. 
Esse blog nasceu em São Paulo, em minha segunda mudança para lá, em 2007, para o doutorado. Assim, não sei se vou continuar a usar esse espaço. Talvez crie outro blog, sei lá. Talvez não. 
Vamos ver.
Por hora, fica aqui minha despedida da grande metrópole, e minha homenagem àquela cidade, em que fui tão feliz, tão triste, tão calmo, tão agitado. Tudo junto, misturado.
Obrigado, São Paulo.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Turbilhão

A vida tem momentos tão curiosos. Estou vivendo um deles, no qual tenho que fazer várias coisas ao mesmo tempo, com prazos relativamente curtos, situação que poderia me enlouquecer. Mas estou bem e animado. Uma das coisas bacanas é que finalmente vou publicar meu livro, resultado da tese de doutorado. Isso é só uma das coisas que tenho pra fazer. Mas, na teoria e num universo ideal, seria bom que as coisas acontecem uma de cada vez, mas parece que isso é impossível. Fora isso, as eternas incertezas sobre o futuro próximo, novos projetos, expectativas… enfim, mil coisas para dar jeito. Então vou repetir uma frase que eu gosto, por ser meio catártica: bola para o mato, que o jogo é de campeonato!