Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta joyride. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta joyride. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de março de 2009

Videografia Particular # 4 - Joyride

Certa vez Paul McCartney disse, em uma entrevista, que compor como John Lennon era como estar em uma longa joyride*. Ao ouvir isso, o compositor Per Gessle pensou: "Isso é uma palavra mágica, uma palavra perfeita, tem que virar uma canção!". Algum tempo depois, Åsa Nordin, sua então noiva, dexou um bilhete sobre seu piano com a seguinte frase: "Hello, you fool, I love you". Daí nasceu uma das melodias pop mais deliciosas de todos os tempos, de uma época em que o pop não precisava ser tão sisudo. Bons tempos, aliás... Então, lá vai: Roxette com Joyride, direto do túnel do tempo...



Roxette: Joyride, álbum Joyride, 1991. Letra e música: Per Gessle



* Ao pé da letra, significa "passeio divertido", mas designa uma volta de carro, especificamente quanto este é roubado ou pego sem autorização.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Roxette Review - Parte 1 (1986-1992)

Para mim, o Roxette é o que se pode chamar, ainda hoje, de uma banda cujo rótulo de pop (ou pop-rock) tem uma conotação muito séria. Trata-se de uma carreira de mais de vinte anos e uma contribuição efetiva ao pop europeu de boa qualidade. Assim, farei aqui um breve comentário sobre cada trabalho da dupla, respeitando a cronologia, em três postagens. Os comentários abaixo, ainda que sejam embasados em alguma objetividade, são muito pessoais...


1986 - Pearls of passion
Trata-se do primeiro álbum da dupla, lançado apenas em alguns países da Europa e Canadá. Em 1996 teve lançamento mundial, em razão dos 10 anos da banda. A maioria das músicas eram demos do cantor compositor Per Gessle, em sueco, e foram "convertidos" para o inglês para integrarem o disco. A primeira música de trabalho (single) foi Neverending Love. A sonoridade é bem anos 80 mesmo, e o álbum ainda não traz nenhuma identidade ao Roxette, mas as músicas são bem divertidas e já demonstravam o que estaria por vir, não só nas canções pop (up-tempo), mas nas baladas, que seriam, nos anos seguintes, a marca registrada do Roxette. Os destaques do disco são Soul Deep, Voices, Neverending Love, From one heart to another e So far Away. Na edição de 1996 o CD veio com faixas-bônus, com algumas inéditas, remixes, demos e a primeira versão de It must have been love, lançada em 1987 (a música, com novo arranjo, fez parte da trilha sonora do filme Pretty Woman, em 1990).

1988 - Look Sharp!
Foi o disco que inaugurou o Roxette no cenário pop internacional. Um estudande americano que fazia intercâmbio na Suécia levou uma cópia em K7 para sua cidade, Minneapolis, e a apresentou a uma rádio. Pouco tempo depois, com muita pirataria, a música The look ficava em primeiro lugar na para americana da Billboard - quano o disco foi lançado na América, em 1989, a música já era um sucesso absoluto. O álbum já vinha com mais personalidade, um pop seguro e dançante, e uma balada séria, Listen to Your Heart. Os outros destaques do álbum são Dangerous, Dressed for success, Paint, Dance Away e Cry. O CD traz uma faixa-bônus, (I could never) Give you up.

1991 - Joyride
Meu eterno favorito, Joyride consagrou o Roxette mundialmente, sobretudo por ter sido lançado logo após o estrondoso sucesso de It must have been love, no filme Pretty Woman, de 1990. O álbum foi sucesso instantâneo, e teve uma turnê mundial, que passou pelo Brasil. A música Spending my time foi trilha sonora da novela global Perigosas Peruas, e isso popularizou ainda mais a dupla entre os brasileiros. Os destaques são Joyride, Fading Like a Flower (everytime you leave), Spending my time, The big L., Watercolours in the rain, e Perfect Day (as últimas duas citadas não foram single, apesar do álbum ter lançado cinco deles). O CD vinha com três faixas a mais que o LP, e uma delas é Soul deep, que, originalmente lançada no álbum de 1986, aparece aqui em uma versão mais empolgante. A música menos interessante é Physical Fascination - a meu ver, a coisa mais boba que Per Gessle poderia ter feito na vida... Mas ela não consegue estragar o trabalho final, que é uma obra prima do pop dos anos 90, e o mais vendido da banda.

1992 - Tourism
Durante a turnê mundial Join the Joyride - 1991-92, o Roxette aproveitou a inspiração e a energia da banda para gravar seu álbum menos convencional. Contendo canções ao vivo, inéditas, b-sides e outtakes, Tourism foi gravado em estúdios e palcos do mundo afora, incluindo o estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, onde gravaram a música Fingertips e um night clube fechado de São Paulo, onde gravaram Never is a long time. Em Buenos Aires, gravaram duas músicas em quartos de hotel (So far away e Here comes the weekend). A atmosfera do disco é realmente diferente, apresentando-se mais adulta e menos pop-ish, com exceção do primeiro single, cujo refrão não saía das rádios e das bocas brasileiras em 1992: How do you do!, que foi um dos maiores sucessos do Roxette no Brasil. Os destaques do disco, contudo, são as músicas mais calmas, como The rain e So far away (que aparece no primeiro álbum, de 1986, mas ganha, aqui, um toque de classe com piano e acordeon). Com ares country, It must have been love aparece parte ao vivo, parte estúdio, e pouco lembra a versão "Julia Roberts". Um dos destaques do discos é a antiga Silver Blue, criada em 1988, balada curiosa que certamente é uma das melhores coisas presentes no disco. Um dos grande sucessos radiofônicos do álbum foi Queen of rain, que teve um belo clipe, com algumas locações no Monte Saint Michel, na França. O LP era duplo e trazia inúmeras fotos com imagens de cada local do mundo. Não foi um disco tão bem sucedido, sobretudo em comparação com o hit-maker Joyride, seu antecessor.

(tem continuação...)

sábado, 5 de março de 2022

30 anos de Joyride, do Roxette

Em 1992 ouvi Spending my time em na trilha sonora de uma telenovela e foi amor à primeira audição. Daí pra frente comecei a querer saber tudo sobre o Roxette, dupla sueca responsável pelo hit, e de lá para cá são quase 30 anos acompanhando essa turma. Essa música foi um dos singles do álbum Joyride, sobre o qual já escrevi por aqui em algum momento (ver marcador roxette review ao final do post). Trata-se do trabalho de maior sucesso da banda, e que foi relançado ano passado, em se trigésimo aniversário, em 4 formatos físicos diferentes: vinil com as faixas 12 faixas originais, tanto na cor preta como em laranja marmoreado  (edição limitada), ambas em gatefold (capa dupla), como estava previsto em 1991 e não aconteceu; vinil quádruplo contendo as 15 faixas do CD original (que já continha 3 bônus em 1991), mais diversas versões demo ou  faixas inéditas; CD triplo, com o mesmo repertório do LP quádruplo. Ouvindo essas músicas, vejo como o Roxette foi uma banda incrível, fazendo um pop-rock de primeira linha, com músicas que ainda tocam por aí, aos quatro cantos. Joyride é realmente incrível, contendo hits como a faixa título, a já citada Spending my time, e pérolas como Fading Like a Flower e Watercolours in The Rain. Uma pérola da música pop, que pode ser escutada também nos serviços de streaming, naturalmente. Mas nada como botar um LP pra rodar... Join the joyride!




terça-feira, 25 de agosto de 2009

Catálogo do Roxette será remasterizado

Per Gessle anunciou no site oficial do Roxette que o catálogo remasterizado da banda será lançado em 30 de setembro de 2009. As novas versões dos álbuns trarão faixas bônus, três nos discos físicos (exceto em Tourism, que trará apenas duas), e algumas a mais em formato digital. Todas as músicas, porém, já podiam ser encontradas em The Rox Box (1986-2006), que jamais foi comercializado no Brasil.

Segundo Per, não se trata de um lançamento para colecionadores, mas um modo de trazer o Roxette de volta ao mercado, já que na maioria dos países esses CDs não estão mais em catálogo. De qualquer modo, as músicas estão todas remasterizadas, o que é algo muito relevante, se pensarmos que os primeiros CDs são da década de 80!

Essas serão as faixas bônus dos álbuns que serão relançados (as faixas antigas, naturalmente, estarão todas lá, remasterizadas):


Pearls of Passion
CD & DIGITAL
1. Pearls of Passion B-SIDE SOUL DEEP-SINGLE
2. Neverending love (demo) PEARLS OF PASSION RE-REL 1997
3. Secrets that she keeps (demo) PEARLS OF PASSION RE-REL 1997
iTUNES ONLY
1. I call your name (Montezuma demo) PEARLS OF PASSION RE-REL 1997
2. Neverending love (Frank Mono mix) A-SIDE SINGLE
3. I call your name (Frank Mono mix) A-SIDE SINGLE

Look Sharp!
CD & DIGITAL
1. The voice B-SIDE DRESSED FOR SUCCESS-SINGLE
2. One is such a lonely number B-SIDE THE BIG L-SINGLE
3. Don’t believe in accidents (demo) B-SIDE RUN TO YOU-SINGLE
iTUNES ONLY
1. Cry (demo) ROXBOX
2. Dressed for success (US single version, mix by Chris Lord-Alge) A-SIDE SINGLE USA
3. Listen to your heart (US single version, mix by John Luongo) A-SIDE SINGLE USA
4. Surrender (live) B-SIDE DANGEROUS-SINGLE
5. Neverending love (live) B-SIDE DANGEROUS-SINGLE

Joyride
CD & DIGITAL
1. The sweet hello, the sad goodbye B-SIDE SPENDING MY TIME-SINGLE
2. Love spins (demo) ROXBOX
3. Seduce me (demo) B-SIDE JUNE AFTERNOON-SINGLE
iTUNES ONLY
1. Come back (before you leave) (demo) B-SIDE CHURCH OF YOUR HEART
2. Joyride (US single version, mix by Brian Malouf) A-SIDE SINGLE USA
3. Fading like a flower (US single version, mix by Humberto Gatica) RADIO SINGLE USA

Tourism
CD & DIGITAL
1. Fingertips ´93 A-SIDE SINGLE
2. 2, Cinnamon Street SUPER MARIO SOUNDTRACK EUROPE
iTUNES ONLY
1. Fading like a flower (live) B-SIDE HOW DO YOU DO-SINGLE
2. Paint (live) B-SIDE QUEEN OF RAIN SINGLE
3. It must have been love (live) B-SIDE QUEEN OF RAIN SINGLE
4. Dressed for success (live) B-SIDE FINGERTIPS ´93-SINGLE
5. Hotblooded (live) B-SIDE FINGERTIPS ´93-SINGLE


Crash! Boom! Bang!
CD & DIGITAL
1. Almost unreal SINGLE A-SIDE + SUPER MARIO SOUNDTRACK
2. Crazy about you B-SIDE YOU DON’T UNDERSTAND ME-SINGLE
3. See me B-SIDE SALVATION-SINGLE
iTUNES ONLY
1. Better off on her own B-SIDE STARS-SINGLE
2. Always breaking my heart ROXBOX

Have a Nice Day
CD & DIGITAL
1. It hurts BONUS-EP THE POP HITS
2. Myth (demo) ROXBOX
3. Makin’ love to you BONUS EP THE POP HITS
iTUNES ONLY
1. Little miss Sorrow THE POP HITS
2. Happy together B-SIDE WISH I COULD FLY-SINGLE
3. Anyone/I love how you love me (demo) ROXBOX
4. New world (demo) ROXBOX
5. Better off on her own (demo) ROXBOX
6. Staring at the ground (demo) ROXBOX
7. 7Twenty7 (demo) ROXBOX
8. It will take a long long time (Modern Rock version) B-SIDE REAL SUGAR-SINGLE

Room Service
CD & DIGITAL
1. Entering your heart B-SIDE CENTRE OF THE HEART-SINGLE
2. The weight of the world B-SIDE A THING ABOUT YOU-SINGLE
3. Bla bla bla bla bla (You broke my heart) BONUS-EP THE POP HITS
iTUNES ONLY
1. Every day ROXBOX
2. Bla bla bla bla bla (You broke my heart) (demo) ROXBOX
3. All I ever wanted (demo) ROXBOX
4. Stupid BONUS-EP THE POP HITS

look_sharp!

Look Sharp!, de 1988, álbum que fez o Roxette decolar no cenário da música pop mundial.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Roxette: o fim de uma longa viagem

Não é que o Roxette tenha, oficialmente, acabado. Mas Marie confirmou que ela não poderá mais sair em turnês, por ordens médicas, o que fez com que eles também cancelassem shows com ingressos esgotados, como os da Europa, agendados para o segundo semestre. É o fim de uma era.
Sou fã do Roxette desde 1992, no final da primeira grande turnê mundial deles, a Join The Joyride. Quase fui a um show da turnê mundial de 1994-95, a Crash! Boom! Bang!, mas não deu certo. Acabou que consegui fazer isso em 2011, na turnê de retorno do Roxette, com seu álbum Charm School, de 2011. Foi uma experiência única. Mas já era um Roxette diferente, com a Marie cheia de vida, voz e vontade, mas nitidamente frágil por conta das sequelas do tumor que quase a matou, em 2002. Na turnê que recomeçou no ano passado, em comemoração aos 30 anos da dupla, ela já cantava apenas sentada. Eu sempre achei que ela não deveria ter se proposto a tal desgaste, mas não posso reclamar, pois vê-los ao vivo foi mesmo um dia único na minha vida. Agora sei que nunca mais farei isso. Dá uma certa tristeza. Mas, ok, sempre me diverti muito ouvindo Roxette, e vou continuar a fazê-lo, como agora, enquanto escuto o álbum Joyride, de 1991, um clássico do pop-rock. Mas o Roxette ainda está por aí. Acabaram de lançar um novo single, It Just Happens, e o novo álbum, Good Karma, chega em junho de 2016. A música é boa, e estou certo que o disco também será. 
Vou ficando por aqui, deixando minha favorita. Afinal, a vida é assim... Crash! Boom! Bang!


quinta-feira, 7 de maio de 2009

A volta do Roxette

O Roxette está de volta. Pergunta que ouvi por aí: o mundo ainda precisa deles?

Quando a dupla surgiu, em 1986, eu estava na segunda séroxette NeverendingLoverie do primeiro grau (hoje ensino fundamental) e ouvia as músicas da Xuxa, Trem da Alegria e Os Abelhudos. Nem sabia, tadinho, que uma dupla estava despontando no mundo nórdico com uma música chamada Neverending Love, e que 6 anos depois eu estaria doido atrás dela, pois não seria lançada no Brasil antes de 1996 e, claro, não havia essa coisa de “buscar no Google”. Bem, de qualquer modo, apesar do enorme sucesso no verão sueco (sim, existe um verão sueco), a música apenas permitiu que a dupla lançasse seu primeiro LP, Pearls of Passion, dentro das fronteiras de seu gelado país. Mas em 1988 a dupla roxette joyride inteira k7emplacaria o segundo disco, Look Sharp!, sucesso instantâneo na Suécia. Em 1989 esse disco seria lançado nos EUA e em todo o mundo, tornando o nome Roxette conhecido de ponta a ponta do mapa-mundi. Eu só prestaria maior atenção nela em 1992, ocasião da vinda da dupla ao Brasil, na turnê do álbum Joyride, que vendeu horrores e consagrou o Roxette no cenário pop mundial. Bem, a história seguia dessa forma até 2002, quando Marie Fredriksson descobriu um tumor no cérebro e, desde então, o Roxette permaneceria em stand-by.

Nesse meio tempo foram lançadas coletâneas da dupla,roxette e algumas coisas novas, como as músicas One Wish e Reveal, de 2006. Marie lançou três CDs após sua doença (da qual está totalmente curada), um em inglês (The change) e dois em sueco (Min Bäste Vän, 2006 e Tid för tystnad, 2007 (coletânea)). Per Gessle, por sua vez, tem sido muito presente no cenário musical, tendo lançado, desde 2003, 4 novos CDs, dois em sueco e dois em inglês, sendo o último deles o Party Crasher, do qual já falei exaustivamente por aqui.

roxettebackTudo levava a crer que o Roxette já era, pois Marie mostrava-se muito contente cantando em pequenos locais na Suécia, sempre com grande sucesso, e Per eufórico com sua banda fazendo estrondo nos quatro cantos da Europa na bem sucedida turnê Party Crasher. Porém, dias atrás, ambos informaram que voltariam a fazer algo juntos, ainda que não soubessem bem o que seria. E ontem, pela primeira vez desde 2001, eles dividiram o palco em uma apresentação ao vivo, durante o show de Per em Amsterdã. Graças ao mundo internético, pude ver o momento do show em que Marie entre no Palco. A platéia simplesmente explodiu, enquanto Per aplaudia sua antiga companheira adentrando aquele espaço sagrado. Palavras de Per no Twitter confirmam o que estou dizendo: “The Richter-scale reached new hights when Marie joined me on stage”. Um abraço selava a volta da banda. Eles cantaram juntos The Look e It must have been love, certamente os maiores hits da banda, e foi bonito de ver. Agora planejam uma pequena turnê pela Europa, cantando os antigos hits, e parece que toda sua discografia será remasterizada e relançada no segundo semestre de 2009.

A notícia da volta da dupla aos palcos ganhou a imprensa mundial, revelando que o Roxette fez falta durante esse tempo, e que um novo disco da dupla seria, sim, muito bem vindo. Em um tempo em que o pop anda tão insosso, talvez a volta do Roxette sirva, também, como inspiração para essa moçada que está aí, tentando compor. Certamente os fãs (entre eles, eu), estão muito felizes com essa possibilidade. E estou certo que sim, o mundo ainda precisa do Roxette.

Trecho da apresentação do dia 06/05/2009, em Amsterdã. Dia histórico para os fãs da dupla.

domingo, 26 de agosto de 2007

Roxette Review - Parte 3 (última)

1999 - Have a nice day

Depois de cinco anos sem um álbum de músicas inéditas, o Roxette aparece com o seu trabalho mais controverso. Have a nice day mostrava uma banda interessada em atualizar seu som, especialmente em faixas como Crush on you, 7Twenty7 e Stars, carregadas de uma batida dançante muito contemporânea. Stars, aliás, é uma de minhas favoritas: digo sempre que trata-se de uma música muito ambígua, pois sua atmosfera "dance" oculta, na verdade, uma balada das mais românticas, com coro de crianças no refrão e tudo mais. Seu vídeo em preto-e-branco é surreal, mostrando Marie como uma rainha louca que persegue o homem que ama, e, para conquistá-lo, se desdobra, grita e inclusive nada ao lado de patinhos de borracha em um lago sueco! Porém, o disco traz ainda baladas das mais apaixonadas, como Anyone, Wish I could fly e Salvation, que também recebeu um vídeo bem curioso... Além desses singles, destacam-se I was so lucky e duas composições de Marie, Waiting for the rain (letra e música) e Beautiful things (música). Trata-se de um disco controverso porque nem entre o fãs da dupla é unanimidade, muitos dizem que se afasta do som tradicional do Roxette, geralmente mais carregado de guitarras do que de batidas dançantes. Eu discordo... o Roxette sempre teve músicas "dançaveis", e Have a nice day apenas atualiza esse som, sem, contudo, abandonar o pop tradicional que sempre foi a marca da dupla. Recomendadíssimo.


2001 - Room Service


Em 2001 surge Room Service, o último álbum de músicas inéditas do Roxette - depois dele vieram coletâneas com apenas algumas músicas inéditas. Trata-se de um disco bem feito. É isso. Todas as músicas são boas, bem próximas ao que o Roxette sempre fez, muitas músicas alegres, intercaladas por baladas. Entre as divertidas, Real sugar se destaca, até mais que a primeira música de trabalho, que foi The centre of the heart. Per Gessle mostra seu lado mais rock em Jefferson e em Make my head go pop lembramos da batida dance de Have a nice day. Milk and toast and honey foi a música mais bem sucedida, mas não é nem de longe a melhor coisa presente no disco. Os destaque, para mim, são Little girl (composição de Marie), Looking for Jane, It takes you no time to get here e My World, my love, my life, apesar de nenhuma destas terem sido músicas de trabalho. O CD, em geral, é muito bom... mas, pra mim, não é o melhor da banda. Uma música muito boa saiu apenas como b-side em um single, Entering your heart, e teria deixado o álbum mais completo. Não sinto no disco a energia notada em Have a nice day... penso nele como um prato bem feito, gostoso, mas que a gente sabe que falta alguma coisa. Claro, a proposta do disco anterior era a de um som atualizado, contemporâneo. Em Room Service, a dupla quis apresentar algo mais leve, divertido e descompromissado. Se fosse um vinho, eu diria que ele é honesto.

2002 - The ballad hits

Essa coletânea traz apenas músicas românticas, e como estas sempre foram a marca registrada do duo, trata-se de um lindo trabalho. Um bom presente para dar ao namorado ou namorada, ou para ouvir em momentos de bode... Mas, de fato, é um disco lindo. Ao lado do CD lançado no ano seguinte (The pop hits), é impossível não conceder ao Roxette um lugar de destaque na música pop internacional, uma vez que poucas bandas podem se dar ao luxo de ter duas coletâneas, em estilos diferentes, repletas de hits, lançadas praticamente ao mesmo tempo (poderia ter sido um álbum duplo, aliás). As inéditas Thing about you e Breathe comprovam essa qualidade e apenas elevam o nível do trabalho.

2003 - The pop hits

Complementando do disco anterior, essa coletânea traz apenas as músicas mais "animadas" da banda (up-tempo). Lá estão todas as músicas que combinam com uma viagem de carro ou uma festa na sua casa! Nele encontramos coisas como The look, Dangerous, Joyride, How do you do!, Stars e tudo aquilo que pode animar um ambiente. Se você mesmo arruma sua casa, é uma ótima trilha sonora para isso também. Trouxe as inéditas Opportunity Nox e Little miss sorrow.



2006 - A Collection Of Roxette Hits!
Their 20 Greatest Songs

Como comemoração aos 20 anos de banda, é lançado em 2006 uma outra coletânea, contendo todos os hits, entre up-tempo e baladas. Recomendado para quem quiser ter apenas um disco da dupla; lá você encontrará quase tudo que conhece. Das mais conhecidas, ficaram de fora Vulnerable, The big L., Fireworks, You don't understand me, Fingertips, Anyone, Salvation, Opportunity Nox, Real sugar, She doesn't live here anymore, Queen of rain, I don't want to get hurt e I'm sorry (as duas últimas, aliás, nunca foram lançadas como single, mas tiveram uma excelente execução nas rádios brasileiras)... caso goste muito de alguma dessas, deverá procurar em outros discos! Também foi lançado um Box (apenas na Europa) com muito mais músicas e dois DVD's, incluindo a sessão completa do acústico MTV de 1993.



Enfim, ao longo das três postagens procurei passar minhas impressões sobre os discos do Roxette. Tentei ser objetivo e direto, mas sei que inevitavelmente tudo o que está escrito é baseado nas minhas experiências.

É isso.


"I take you on a skyride
a feeling like you're spellbound
the sunshine is a lady
who rox you like a baby"

domingo, 29 de março de 2009

Pop (só) para maiores.

Outro dia fiz uma coisa que pouca gente tem feito nos últimos tempos: comprei CDs! Em tempos de polêmica sobre download de músicas e tudo mais, a verdade é que isso tem se tornado algo meio raro... mas apesar dessa euforia dos novos tempos, sempre que posso eu compro os discos dos artistas que gosto. Para mim, nesse caso, trata-se de possuir o trabalho como um todo, com encarte e tudo mais. Afinal, com essa história de caberem centenas de músicas em um CD ou chip de qualquer espécie, comprar um CD de 40 minutos com 12 faixas parece até uma excentricidade. Mas eu ainda curto isso. Só poderia ser mais barato... mas isso é outra história.
O fato é que outro dia comprei 2 CDs. O primeiro deles foi o Party Crasher, do Per Gessle (como li numa reportagem outro dia, trata-se daquele que já vendeu mais de 70 milhões de discos pelo mundo, fez várias turnês por aí, é uma sumidade pop na Suécia, mas você provavelmente o conhece - se é que conhece - como "o cara do Roxette"). O outro CD foi de presente para o Alê, o novo CD do Keane, Perfect Symmetry. Falarei um pouquinho sobre eles...



Per Gessle (Party Crasher): Bom, desse nem preciso falar mais, pois desde o lançamento da versão digital em novembro de 2008 eu tenho falado dele. (Para comentários faixa-a-faixa, clique aqui). Enfim, como resumo eu diria, sem sombra de dúvidas, que é um dos CDs de música pop mais incríveis que já ouvi. Leva esse conceito às últimas consequências e nos brinda com um CD atual, tendo como referência toda uma tradição que se assenta nas décadas de 70 e 80. As minhas favoritas são Silly really, Kissing is the key e Doesn't make sense (essa última, na minha opinião, foi resultado de uma daqueles momentos de inspiração que fizeram Per compor coisas como Joyride ou It must have been love). Não hesite, ouça agora! Para quem quiser comprar, aqui vai o link, pois não estou certo se a distribuição será satisfatória Brasil afora - entendendo que já um milagre a gravadora ter lançado por aqui esse disco.


Keane (Perfect Simmetry): Gostei muito dos dois primeiros CDs dessa banda, e quando ouvi esse novo álbum pela primeira vez fiquei meio sem saber o que achar. Mas aos poucos fui apreciando e hoje tenho certeza que, ao lado do Party Crasher, foi um dos melhores CDs do ano passado. Não tenho dúvidas que o Keane é uma das maiores bandas de música pop da atualidade, com a energia que uma banda nova deve ter. Boto muita fé nesses meninos! Sobre o CD, minhas favoritas são Spiralling, que é uma daquelas músicas que levantam qualquer ambiente, tipo How do you do! do Roxette ou Song 2, do Blur, por exemplo. Os outros singles também são ótimos, especialmente a faixa título, que é um primor, quase um hino. Playing along é a balada do disco, que lembra os refrões do Elton John, com pitadas de Oasis ou Radiohead.

Para mim, os dois CDs se complementam e têm em comum a busca de uma sonoridade perdida nos anos 80. São pop, com certeza, mas pop no melhor sentido que a palavra pode assumir.

sábado, 3 de abril de 2021

O tempo e as paixões: sobre a fidelidade

Já escrevi aqui, há muito tempo, sobre o impacto da passagem do tempo, mas, claro, sempre numa perspectiva individual e assim será aqui, novamente. Farei 43 anos este mês e é muito interessante que, agora, quase tudo que tem a ver com minha história já é em termos de "longa duração". Meu casamento: 22 anos; Joyride, do Roxette, completou 30 anos em março (foi o disco me tornou fã da banda); esse ano faz 20 anos da minha formatura na faculdade; minha gata faz 15 anos mês que vem; estou no meu "novo" emprego faz quase cinco anos... enfim, tudo parece fazer muitos anos a partir de certo ponto, e isso é muito interessante. Comecei a ter essa percepção por vota dos 35, e na época me assustou um pouco. Agora lido bem e acho uma vantagem - a maturidade tem seus encantos e fortalece alguns aspectos da existência. Por outro lado, eu fico me assustando com certos apegos que tenho com coisas antigas - parece que minhas músicas e filmes favoritos são todos de 2010 para trás. Mas apenas parece. A verdade é que a gente vai ficando mais seletivo com as novas paixões, e precisa de muito arroz com feijão para entrar na nosso Top List. Bem, ao menos comigo é assim. Sei que ainda estou jovem, e que aos 60 novas percepções surgirão. Espero estar vivo e com saúde para voltar aqui e escrever... porque, me conhecendo, se tudo permitir, sei que ainda estarei com esse blog ativo. Sou fiel aos meus amores.

 

Pato Fu - Sobre o tempo.



quarta-feira, 20 de março de 2019

Small talk

O marcador small talk neste blog nasceu para classificar postagens como essa, que não tem necessariamente um assunto específico. Poderia se chamar divagações, mas eu gosto de small talk, que pode ser traduzido com conversa fiada, conversa trivial etc. A inspiração vem de uma música homônima da dupla Roxette, do seu álbum Joyride (1991). Nem é uma música de sucesso, mas é animada e eu gosto. A ideia é que muitas vezes são nas conversas mais triviais que a gente resolve grandes questões. A vida não pode depender de grandes momentos para seguir. O cotidiano, o dia-a-dia, o arroz com feijão, é a base de nossa existência. Há meses eu não escrevo aqui. O blog nem é mais público, escrevo para mim mesmo. Totalmente sem sentido! Mas nada garante que eu vá deixar isso sempre assim. Hoje estou extremamente cansado. Quarta-feira, às vezes, é um dia bem puxado no trabalho, fico na universidade os três turnos. Mas é tão bom poder dizer isso. Agora são quase 22 horas. Hoje foi dia de evento, levei minha sala da pós-graduação para assistir a aula inaugural do semestre, com uma professora incrível (Lisete Arelaro). Tem horas que eu nem acredito que eu consegui o emprego dos sonhos, aquele que milhares de garotas se matariam para ter (frase do filme O Diabo Veste Prada... rs...). Mas eu tenho esse emprego, aquele que eu sonhei e que foi absurdamente difícil de conquistar. Esse blog conta um pouco dessa história, pois ele nasceu em 2007, no começo do meu doutorado. Que trajetória! Tanta coisa aconteceu de lá para cá. Nem tudo é glamour, a universidade não é a mesma. A vida de docente é muito difícil. Estamos agora em uma época em que nossa profissão é mal vista pela sociedade, que nos vê como inimigos. Nem toda a sociedade, felizmente, mas boa parte da opinião pública, muito dela formada em correntes de WhatsApp. Mas tudo vale a pena quando estou dando aulas, na relação com @s estudantes, que é o que revigora a gente. As condições não são favoráveis, a gente sempre se sente devendo algo. Não há uma estrutura que nos permita cumprir como gostaríamos nossa carreira, que é pautada por ensino, pesquisa, extensão e gestão. Mas eu não me imaginaria fazendo outra coisa. Enfim, hoje eu quis entrar aqui e falar disso. De como sou feliz por ter o trabalho que tenho, um lugar onde aprendo a cada dia, a cada aula preparada, a cada conversa com um colega ou estudante. O saldo, no fim, é positivo, mesmo com salário congelado desde que eu entrei (está congelado há 5 anos, mas eu entrei depois disso...). C'est la vie. É esperar pelo melhor, mesmo num cenário que em tudo nos assusta e nos entristece. Hoje minha conversa fiada foi essa.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

(Ainda sobre) A volta do Roxette

(Editado em 23/02/2010)

Enfim o Roxette está em estúdio gravando seu oitavo álbum de músicas inéditas, o mais recente desde Room Service, de 2001. A expectativa é grande, especialmente por se tratar de um retorno que era improvável, ainda que as coletâneas lançadas nesse período, com um ou outra faixa inédita, acalmassem os fãs mais devotos. Em 2008, Per Gessle lançou um álbum solo em inglês, e fez uma turnê européia de divulgação com o sugestivo slogan "The man of Roxette". Cantando basicamente músicas que ele compôs para a dupla, a turnê teve boa repercussão, e contou com a participação especial de Marie Fredriksson nas últimas apresentações, o que marcou a volta de ambos cantando ao vivo em um palco. Depois disso, eles se apresentaram como dupla em um evento europeu chamado Night of Proms, onde cantaram meia dúzia de canções conhecidas pelo público, como Listen to your heart e Joyride. Como todos sabem, Marie passou por graves problemas de saúde em 2002, o que provocou uma série de mudanças em sua vida. Com a mobilidade reduzida, não tinha mais tanta segurança para cantar para milhares de pessoas por duras horas, como ficou conhecida no Roxette. Porém, as apresentações do ano passado parecem ter lhe trazido de volta a autoconfiança, e agora teremos um show completo do Roxette, com previsão de duração de 70 minutos. O problema é que o show acontecerá em um evento sueco chamado The race legends, uma espécie de fórmula 1 que dura 3 dias. Problema por quê? 1: Porque para ir ao show, a melhor opção é comprar o ingresso para todas as corridas, o que não sai barato; 2: Porque haverá uma quantidade limitadíssima de ingressos à venda apenas para o show, não pouco caros, por sinal; 3: Porque estão vendendo esses tais ingressos 8 meses antes do show, o que é um absurdo; 4: Porque essa tal corrida acontece em uma cidade do interior da Suécia chamada Anderstorp - podia bem ser em um local mais acessível.
Porém, entendo que marcar um show em um local como esse facilita as coisas por permitir uma apresentação menor, cuja estrutura já está montada. Espera-se, contudo, que com os resultados dessa primeira apresentação "bucólica" a dupla resolva fazer shows em locais mais acessíveis, possibilitando, dessa maneira, que um maior número de pessoas interessadas na dupla compareçam, e não apenas o público que estará lá para assistir corrida* e, por acaso, vai poder ver a volta efetiva do Roxette.





* Estima-se que 45.000 pessoas compareçam aos 3 dias de corrida, ainda que Per Gessle tenha sugerido que o local do show não comporte mais que 10.000 pessoas.

---

Segundo novas informações do site The Daily Roxette, haverá mais shows:

Roxette to play Russia

Written by tevensso on February 19, 2010 to , and . Source: d&d management.

This just in! Roxette is to play Russia this fall. So far dates confirmed are:

September 10 - Moscow Mega Sport Arena
September 12 - St. Petersburg New Arena

Per comments on Roxette.se:

It feels fab to start the new year announcing live concerts by Roxette. Both Moscow and St Petersburg should be great fun! And if we're all lucky there's even more to come. By the way, the new recordings are going great, we'll continue sweatin' it out for the next six months or so. You'll find videos/pics from the recordings on Snowfish.

Cheers, P. "

(Fonte: The Daily Roxette)



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sobre o pop elegante do Roxette


Escuto Roxette desde que tinha 14 anos. Não venho de uma família de tradição musical, em casa nem mesmo tinha aparelho de som. Nos anos 90 meu irmão apareceu em casa com um rádio gravador mono, o que foi minha grande alegria, e dele eu não me desgrudava, passava o dia ouvindo FM e gravando fitas K7. Poderia dizer “bons tempos”, pois, de certa forma, esse hábito era divertido e hoje em dia os jovens não tem a menor dimensão do seu significado. Mas também era triste. Afinal, gravar fitas não era uma opção, mas a única, visto que eu não tinha dinheiro para comprar fitas originais, e as piratas eram de uma qualidade horrível, além da maioria das músicas virem cortadas pela metade.
Enfim, foi no embalo dessa minha então nova paixão pelo rádio gravador do meu irmão que eu conheci o Roxette, em 1992. Na verdade eu os conhecia antes, pois eu assistia novelas, e a música Listen to your heart (Look Sharp!, 1988) havia feito parte da trilha da novela Sexo dos Anjos, da Rede Globo de Televisão. Mas na época eu não dei muita importância para o fato. Em 1992, porém, novamente aparecendo em uma novela da Globo, agora Perigosas Peruas, o Roxette chamou de vez minha atenção com a balada Spending my Time (Joyride, 1991). Foi o que podemos chamar de amor à primeira escutada. Provavelmente, então, eu achasse que Roxette era o nome de uma mulher, que cantava com um guitarrista (acredito que hoje em dia há muitas pessoas que ainda pensam dessa forma), mas em pouquíssimo tempo eu me tornaria fã e passaria a acompanhar tudo sobre a dupla. Aliás, “acompanhar” não tem, tampouco, o sentido de hoje, em que tudo se resolve com um clique. Era bem difícil saber das notícias mais recentes, e, não raro, um novo disco era, realmente, uma surpresa que por vezes acontecia na própria loja. De certa forma, tenho saudade daquela sensação.
Enfim, desde então escuto essa dupla, e jamais duvidei de sua qualidade musical. Aqui no blog já escrevi sobre a sua discografia algumas vezes (links no final da postagem), mas reitero aqui que, dentro do universo absolutamente genérico e indefinido chamado “pop”, o Roxette é o responsável por uma imensa coleção de melodias simples e diretas, adultas e, nem por isso, entediantes, que sempre foram boa companhia para mim. Suas letras não são complexas, antes um amontoado de versos sobre o amor ou a amizade, ou sobre a simplicidade da vida, descrita, por exemplo, como uma sequencia de “la la la's” em June Afternoon (Greatest hits, 1995). O tempo passou e todos ficamos mais velhos; é redundante, dessa forma, mesmo. Hoje ainda escuto Roxette, e suas músicas continuam sendo boa companhia em muitos momentos. Nunca outra banda ou artista pop conseguiu a mesma façanha, ainda que eu procurasse outros referentes. Receber a notícia de que eles voltariam a gravar juntos e, mais do que isso, sairiam em turnê mundial, foi uma das melhores notícias que eu poderia ter. O novo CD se chamou Charm School (Escola de Boas Maneiras, 2011), o que não deixa de ser um puxão de orelha da veterana dupla nos jovens artistas que dizem fazer música pop por aí, algumas vezes imaginando que para tal basta se vestir de maneira exótica ou cantar esporadicamente com convidados da mesma idade e gravadora. Talvez esses jovens artistas precisem, mesmo, de um pouco de boas maneiras, e quem sabe, assim, o pop melhore. Mas para mim isso já não importa, pois o que gosto de ouvir continua tão bom como antes, e ir ao show deles no dia 14 de abril, aqui em São Paulo, foi uma experiência inesquecível, sobre a qual vou escrever aqui no blog em breve. Enquanto isso, Sleeping in my car, versão ao vivo gravada em Stavanger (Noruega)* no ano passado, corre frouxa no meu som... afinal, guitarra pouca é bobagem, e "the night is so pretty and so young! Yeeeeah!"





Posts relacionados:


- Resenhas sobre a discografia do Roxette (até 2006) (parte 1, parte 2, parte 3)
- Sobre Charm School, novo álbum

* Faixa do segundo disco da versão Deluxe do CD Charm School (2011), gravado ao vivo em Stavanger, Halmstad e S. Petesburgo, em 2010.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Top 15 Musical - 2008

Baseado nas minhas estatísticas pessoais, colhidas no site da Last FM, aqui está o resumo do meu ano musical (vale apenas para as músicas que escutei no meu computador pessoal):

Artistas mais ouvidos:

1. Roxette
2. Marie Fredriksson
3. Per Gessle
4. Husky Rescue
5. Travis
6. Pato Fu
7. The Cardigans
8. Keane
9. Adriana Calcanhotto
10.Madonna
11.Amy Winehouse
12.Björk
13.Son of a Plumber
14.ABBA
15.Consuelo de Paula


Discos mais executados (não necessariamente inteiros...):

1. Pato Fu – Daqui Pro Futuro
2. The Cardigans – Best Of
3. Roxette – Crash! Boom! Bang!
4. Travis – The Boy With No Name
5. Roxette – Tourism
6. Husky Rescue – Ghost Is Not Real
7. Per Gessle – The World According to Gessle
8. Husky Rescue – Country Falls
9. Roxette – Have a Nice Day
10.Marie Fredriksson – I en tid som vår
11.Keane – Hopes and Fears
12.Amy Winehouse – Back to Black
13.Roxette – Joyride
14.Marie Fredriksson – The change
15.Marie Fredriksson – Den ständiga resan


Músicas mais ouvidas:

1. Travis – My Eyes
2. Husky Rescue – New Light of Tomorrow
3. Roxette – Stars
4. Roxette – Crash! Boom! Bang!
5. Travis – Eyes Wide Open
6. Pato Fu – A Hora da Estrela
7. Husky Rescue – Sweet Little Kitten
8. Roxette – So Far Away
9. Roxette – Silver Blue
10.Pato Fu – Vagalume
11.Marie Fredriksson – Medan tiden är inne
12.Husky Rescue – Hurricane (Don't Come Knocking)
13.Per Gessle – I'll Be Alright
14.Marie Fredriksson – Bad Moon
15.Marie Fredriksson – Min trognaste vän


De qualquer modo, isso já é o começo de uma retrospectiva.



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Aquarelas na chuva ///


Watercolours in the rain (Gessle/Fredriksson)

Essa música inspirou o nome do blog. É uma das minhas canções favoritas. Mas eu prefiro a versão original, de estúdio, pois tem violinos, contudo não existe um vídeo dela. Nesse caso, coloquei essa apresentação ao-vivo, que também ficou bem legal.

Letra:

Going trough the motions. Ending up nowhere at all. Can't see the sun on my wall. Going trough emotions. Ending up on a frozen morning with a heart not even broken. Seems I've been running all my life all my life. Seems I've been running all my life all my life like watercolours in the rain. Find a place to settle down. Get a job in a city nearby and watch the trains roll on by. I'll find the falling star. I'll fall in love with the eyes of a dreamer and a dream worth believing.Seems I've been running all my life all my life. Seems I've been running all my life all my life like watercolours in the rain.


Ficha técnica:
Álbum original: Joyride (Roxette, 1991)
Vocais: Marie Fredriksson



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sobre Roxette Travelling – o novo álbum da dupla sueca

A volta do Roxette com um álbum novo, em 2011, foi uma surpresa imensa. Sairem em turnê mundial, no mesmo ano, não deixou de surpreender. Pois agora, um ano depois, eles nos brindam com outro álbum, Travelling. É a terceira vez que a dupla traz um disco com referência a viagens. Em 1991, lançaram seu álbum de maior sucesso até hoje, Joyride. Em 1992 seria a vez de Tourism, gravado durante a turnê mundial, que trazia gravações de shows, um quarto de hotel, um nightclub vazio e estúdios ao redor do mundo. Seria essa a motivação do álbum novo da banda, que chegou nas lojas brasileiras no último dia 04 de abril. Falarei sobre ele.
A faixa de abertura, Me & You & Terry & Julie, pode causar algum estranhamento, por começar de forma calma e mudar completamente o ritmo com o refrão, cantado por Marie, se tornando uma das mais animadas faixas uptempo do disco. Essa faixa é tão ambigua que lembra tanto o Roxette quanto parece ser totalmente diferente do que eles sempre fizeram.
A faixa dois, por sua vez, não deixa dúvidas. Em uma atmosfera totalmente Beatles, Lover Lover Lover é uma canção deliciosa, empolgante, pop do bom. Não duvido que venha a se tornar um single.
Turn of the tide é a terceria faixa. É uma balada ao melhor estilo do Roxette, com Marie nos vocais. Deixada de lado nos tempos do álbum Have a Nice Day (1999), caiu como uma luva em Travelling. Sem dúvida será a aposta da dupla para ser a grande balada do disco – afinal, 9 entre 10 só lembram do Roxette por conta delas.
A quarte faixa é Touched by the hand of God. Originalmente chamada Charm School sem ter sido escolhida para o álbum homônimo de 2011, aparece com novíssima roupagem em Travelling. Em entrevista, Marie disse ser a sua favorita no álbum – e não é pra menos. A música é forte, animada, puro rock’n’roll como as bandas pop não fazem mais. Aliás, existem bandas realmente pop hoje em dia?
Easy way out é uma canção folk cantada por Per. Honesta e bem conduzida, mostra como o grande nome por trás das composições do Roxette, Per Gessle, ganhou autoconfiança suficiente para conduzir grande parte dos novos vocais (algo que ele sempre fez, mas agora parece ter coragem para um performance nunca antes tentada). Como ele mesmo disse, esse álbum era pra soar como seu trabalho solo Sun of a plumber, de 2005. E ele consegue. Que bom.
It´s possible, a sexta faixa, é o primeiro single. Não há como dizer que eles poderiam ter escolhido melhor. Uma canção uptempo, com Per nos vocais e Marie cantando um dos refrões mais grudentos de todos os tempos. É uma delícia. E Marie canta como se não houvesse amanhã. Só mesmo o Roxette, com tantos anos de estrada, poderia gravar uma canção tão pop como essa e ter um resultando tão incrível. Impossível não se deixar levar por essa música. Se não quiser ficar com ela na cabeça o dia todo, nem pense em escutar!
A sétima faixa é Perfect Excuse, cantada por Marie com backing vocal de Helena Josefsson (que participa de todo o disco, aliás). Tratas-se de uma música do álbum solo de Per Gessle de 2008, Party Crasher. Em uma época em que o Roxette tinha futuro incerto, Per gravou esse álbum e deu na cara que ele poderia ter sido um disco do Roxette. Perfect Excuse é a segunda gravação pelo Roxette de uma música desse disco (a primeira foi I’m glad you called, em Charm School, de 2011). Aliás, ficou linda com Marie cantando. Mas a versão orginal é mais empolgante.
A faixa 8 foi aquela que mais me arrepiou quando escutei o disco pela primeira vez. Ao ler seu título (Excuse me, Sir, do you want me to check on your wife?) achei que seria uma música pop engraçada, tipo How do you do! ou The Big L. Ledo engano. A faixa caiu imediamente nas minhas graças, por ser uma balada muito bem realizada, com Per nos vocais principais e Marie no refrão, cantanto a frase título com uma gravidade que eleva a música a um nível numa imaginado quando lemos seu título no encarte. Lindíssima, a música remete imediatamente a músicas como Wish you the best, do álbum solo de Per de 1997 (The World According to Gessle) ou mesmo Crash! Boom! Bang!, do disco homônimo da dupla, de 1994. Com uma atmosfera 1960-1970, a faixa é a minha favorita do disco e adoraria que se tornasse um single, mas acho improvável.
Angel passing encerra o repertório de inéditas do disco e é uma das mais belas canções do trabalho. Com Per nos vocais e Marie e Helena no backing vocal, a faixa tem uma delicadeza ímpar e nos remete à atmosfera de Son of a Plumber, como intentava seu compositor na produção desse álbum. Fecha essa parte do disco com chave de ouro.
Stars, orginalmente do álbum Have a Nice Day, aparece aqui em uma versão ao vivo gravada em uma passagem de som em Dubai. Faixa eternamente controversa entre os fãs, por ter ares “dance” na versão original, aqui surge com a atmosfera rock com que foi criada, antes da produção para o disco de 1999. Sempre gostei dessa música e achei incrível a nova versão. Mas devo admitir que adoro a versão orginal, mesmo com o coral de crianças.
The weight of the Word e See Me são velhas canções da dupla que nunca chegaram a ser parte de álbuns, exceto em edições especiais. Sempre me perguntei a razão dessa exclusão, uma vez que se tratam de baladas muito boas. Finalmente aparecem em um disco em sua versão standard. See me teve uma pequena mudança nos arranjos, ganhando alguns violões, mas a mudança foi discreta, ainda que eu não chegue a ter certeza se foi mesmo necessária.
She’s got nothing on (but the radio) é a faixa efetivamente gravada ao vivo em um show. Aliás, a gravação foi feita no Rio de Janeiro, durante a primeira parte da turnê mundial, no ano passado. Uma vez que foi o single de retorno do Roxette, em 2011, não admira ter sido escolhido para compor Travelling. E foi uma chance de a banda mostrar seu lado rock’n’roll, pouco conhecido pelo público geral.
Em uma atitude insuitada, a dupla lançou uma música em duas versões bem diferentes no mesmo álbum. It’s possible (second version) é 14ª faixa do álbum e apareces em ares de verão, daquelas que os europeus gostam para os festivais da estação. Prefiro a versão original (do single), mas essa também é boa de ouvir.
A faixa de encerramento de Travelling é It must have been love, gravada ao vivo com acompanhamento de orquestra em um evento europeu chamado Night of the Proms, em Rotterdam, 2009. Foi o evento que trouxe o Roxette de volta aos palcos, sete anos depois de eles terem cancelado sua participação nele, por conta da doença de Marie, da qual hoje está totalmente curada. Pode parecer uma eterna repetição, mas essa canção, não apenas por ser provavelmente a mais conhecida do Roxette, mas por ter sido registrada nessa ocasião, é certamente um símbolo de superação, de vitória, de esperança. Em tempos como os nossos, uma música que pode trasmitir tais sentimentos certamente merece encerrar um trabalho tão bonito e honesto como Travelling.
roxettetraveling

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Roxette no Brasil em 2011


Imagine o impossível e duplique por dois, ou por três. Essa é a sensação dos fãs brasileiros do Roxette, nos quais me incluo e por isso posso falar. Primeiro parecia impossível que eles voltassem a cantar juntos ao vivo, mas eis que desde 2009, devagarinho, eles voltaram a se apresentar como dupla. Já era algo pra se comemorar, pois todo mundo achava que, na prática, o Roxette tinha acabado em 2002, por conta da doença de Marie. Mas a coisa foi além, e desse reencontro nasceu o projeto de um novo disco, o que parecia algo ainda mais impossível. E todos ficamos imensamente felizes. Daí, quando vimos, estavam os dois marcando shows em festivais de verão na Europa, em apresentações que não deveriam exceder uma hora e meia. Os shows foram um sucesso inesperado (ou não), e os ingressos eram sempre esgotados em pouquíssimo tempo. É, o mundo estava com saudade.
Eu, que estou na Europa agora, por motivos profissionais, acabei não indo a nenhum show daqui, pois além de coincidirem com a minha data de chegada, eram muito longe de onde estou, e não daria pra aparecer por lá, tanto pela distância quando pelos custos dessa empreitada. Mas eu já estava feliz, vi o que deu pra ver pelo Youtube e fiquei contente ao perceber a empolgação da dupla, da banda e de seu público - a maioria como eu, já na casa dos trinta anos, muitos dos quais, porém, não assistiram a dupla nas turnês anteriores. A última turnê mundial foi entre 1994 e 1995, eu tinha dezesseis anos! Quase fui ao show em São Paulo, mas o destino não ajudou e foi aquela frutração. Ok.
Mas eis que hoje, dia 03 de novembro de 2011, publica-se a mais bombástica e (in)esperada das notícias: "Roxette sai em turnê mundial". Parecia uma piada, mas primeiro de abril já passou faz tempo e o negócio era sério. E tem mais: essa turnê passará pelo Brasil em abril! Assim como aconteceu na turnê de 1991-1992, a primeira mundial deles, os shows acontecerão em quatro cidades brasileiras:

12.4 Pepsi on Stage, Porto Alegre
14.4 Credicard Hall, São Paulo
16.4 Citibank Hall, Rio de Janeiro
17.4 Chevrolet Hall, Belo Horizonte *

É, de fato, uma grande surpresa, especialmente para mim, pois eu realmente não acreditava na possibilidade de uma turnê mundial. Meu ceticismo não era gratuito. Em Have a Nice Day, disco de 1999, eles optaram por promover o álbum na mídia, e apareceram em alguns programas de rádio e TV no Brasil, inclusive, mas não houve show. O disco Room Service (2001) gerou uma turnê européia, apenas. Diante de tudo isso, e da história recente da banda, parecia improvável uma turnê desse porte, novamente. Mas ela irá acontecer. E eu vou.


join the joyride, everybody!!


---
* Fonte: The Daily Roxette: http://www.dailyroxette.com/node/18824


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Trilha aleatória para um filme que não vai existir

Vi essa brincadeira no blog da Cris e resolvi fazar também. O lance é ouvir um playlist próprio, de forma aleatória, e preencher as etapas abaixo, como se as músicas fossem compor a trilha sonora de um filme imaginário sobre a sua vida. Não vale escolher as músicas... as instruções estão no final.

O meu filme ficou assim:


Créditos iniciais – Atlantic (Keane)
Adorei a música inicial, mostra que o meu filme será meio denso...

Acordando - Fast Love (George Michael)
Opa, o George logo de manhã, sinal de café da manhã animado.

Primeiro dia de aula – Nothing compares 2 U (Sinead o'Connor)
Puxa, lá se foi a animação. Um difícil primeiro dia de aula. Sempre fiquei meio angustiado nesses dias, mesmo.

Se apaixonando – Loneley, lonely (Feist)
Nem ouço muito essa música, mas faz sentido no contexto.

Música da briga - Pale blue eyes (Marisa Monte)
Nem é de briga. Talvez uma briga bem cult.

Terminando tudo – Vagalume (Pato fu)
Puxa, a platéia nem ía achar tão triste o fim desse namoro, com uma música tão suave como essa.

Aproveitando a vida - Para um amor no Recife (Paulinho da Viola)
É, se tem que aproveitar a vida, que seja no Nordeste!

Formatura - Staring at the ground (Roxette)
Legal, mas nada a ver com formatura, talvez uma daquelas últimas músicas, no final do baile. Mas daí teria quer algo mais "It must have been love" - hehehehe.

Caindo aos pedaços - Everyday is like sunday (Morrissey)
Não ouço muito o Morrissey a ponto de comentar essa faixa... mas o diretor do filme deve saber o que está fazendo.

Dirigindo – Love is a losing game (Amy Winehouse)
Nossa, dirigir com essa músca pode ser perigoso pra saúde. Eu bem que iria preferir "Joyride".

Flashback – Lolipop (Mika)
"Chupando demais seu pirulito,oh, o amor vai te derrubar,diga amor, diga amor, oh, o amor vai te derrubar." O Mika é demais.

Reatando o namoro - As canções que você fez pra mim (Maria Bethania)
Ah, linda reconciliação, Bethânia cantando o Rei.

Casamento – Don't blame your daughter (The Cardigans)
Eu escolheria outra coisa, mesmo do Cardigans... Acho que "Carnival" seria mais legal...

A véspera da Guerra - Pois é (Los Hermanos)
Perfeito.

Batalha Final – This is a low (Blur)
Eu pediria a Cris interpretar essa escolha. Não é uma música que eu conheça muito.

Momento de Triunfo - Taking chances (Celine Dion)
E viva as oitavas de Dion.

Cena da morte - Blue Alert (Madeleine Peiroux)
Que morte mais cult.

Créditos Finais – If it makes you happy (Sheryl Crow)
Gostei. Boa música pra os créditos.

****

Instruções para fazer seu próprio filme:

- Abra sua biblioteca de música (utilize um playlist grande e bem geral, seja no Winamp, Media Player, iPod, Laste-Fm ou outro)
- Coloque em modo aleatório (shuffle/randon)
- Aperte o play
- Para o primeiro item, digite a música que está tocando... pode comentar algo, se quiser...
- Quando você for para o próximo item, avance para a próxima música.
- O interessante é respeitar as músicas que forem aparecendo, na sequência... não vale escolher ou pular alguma, mesmo que (aparentemente) não faça sentido.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Gosto musical, novelas e fitas K7

Em 1990 eu estava na sexta série, na minha pequena cidade de pouco mais de 1000 habitantes. Quase uma escola rural, na verdade - tínhamos até aula de agricultura. O gosto musical mais geral girava em torno da música sertaneja, que na época estava a mil com figuras como Leandro & Leonardo, Gian &; Giovani e Zezé di Camargo e Luciano. Era também o tempo do pagode de bandas como Raça Negra, Só pra Contrariar etc. Eu odiava ambas as ondas. Mas ainda não tinha um gosto musical - em casa a gente nunca teve aparelho de som e meu sonho era ter um rádio toca-fitas. Isso aconteceu graças ao meu irmão, que morava fora e voltou pra casa com um rádio mono da Philips. Esse rádio se tornou meu melhor amigo e graças a ele comecei a gravar fitas K7 de músicas que tocavam nas FM's. Eu sempre fui muito de cair de cabeça nas coisas, então passava horas ouvindo rádio até gravar as músicas que eu queria. Acabei me tornando bem habilidoso nisso, mesmo naquele rádio simples e sem recursos (nem tinha duplo deck - se não souber do que estou falando, Google it). Enfim, as FM's se tornaram minha diversão. 
Muitas das músicas que eu gostava conhecia nas trilhas sonoras de novelas. Não posso negar que meu gosto musical se construiu com base das seleções de Nelson Motta. Foi assim que eu comecei a prestar atenção no Roxette, quando ouvi Spending my time na trilha de Perigosas Peruas, uma novela das sete estrelada por Vera Fisher, Silvia Pfifer e Mário Gomes. Eu adorava essa novela e suas músicas - que vinham também de Information Society, Eric Clapton, Deborah Blando... Mas apenas do Roxette me tornei fã. Depois de sair à caça de músicas deles nas rádios, acabei comprando fitas K7 piratas. Na época, de cada 10 fitas desse tipo, apenas umas 4 eram de qualidade razoável, mas a gente arriscava mesmo assim, pois fitas originais eram caríssimas. Enfim, em setembro de 1992 comprei a fita do álbum Joyride e não teve jeito, começou uma vida de imersão nas músicas da banda, que me estimulou, entre outras coisas, a aprender inglês. Traduzia tudo o que podia e assim fui aprendendo o idioma. 
Enfim, essa é uma parte da minha história com o Roxette. Não é glamourosa, mas é minha. 
E não a trocaria por outra, como tudo na minha vida.